Preço justo para a Lanalgo
Os trabalhadores e o sindicato esperavam que fosse confirmada a anulação da venda da Lanalgo.
Ontem o Tribunal Central Administrativo terá deliberado sobre o acórdão do Tribunal Tributário de Lisboa que anulou a compra do edifício da Lanalgo, a conhecida loja da baixa lisboeta, pela Tayama Investments Limited, uma empresa off-shore com sede em Gibraltar, por pouco mais de dez por cento do seu valor real, livre de ónus e de encargos de pessoas e bens.
As condições desta compra foram permitidas pela Soleilões, leiloeira que serviu de intermediária ao negócio, e pela conivência de responsáveis das Finanças de Lisboa. «Esta “negociata” – que ainda está a ser investigada pela Polícia Judiciária, por determinação do Ministério Publico – lesou seriamente todos os credores da empresa, mas foram os trabalhadores as principais vítimas, porque acabaram no desemprego, com salários em atraso e sem as indemnizações a que justamente têm direito», sublinha o CESP, Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal, numa nota à imprensa.
Muitos dos antigos funcionários da Lanalgo estão com graves problemas económicos. Como explicam os sindicalistas, «o fundo de garantia salarial já acabou há muito e o subsídio de desemprego tem vindo progressivamente a acabar».
«Os trabalhadores aguardam esta deliberação com natural expectativa, mas confiantes de que a Justiça vai ser justa e só pode tomar uma decisão: confirmar a anulação da venda do imóvel, garantindo o seu retorno à massa falida e a posterior venda em moldes legais, por um preço compatível com o seu valor real e a sua localização», diz o CESP.
Os empregados da Lanalgo prometem continuar a lutar até que a legalidade seja reposta, exigindo o respeito pelos seus direitos.
As condições desta compra foram permitidas pela Soleilões, leiloeira que serviu de intermediária ao negócio, e pela conivência de responsáveis das Finanças de Lisboa. «Esta “negociata” – que ainda está a ser investigada pela Polícia Judiciária, por determinação do Ministério Publico – lesou seriamente todos os credores da empresa, mas foram os trabalhadores as principais vítimas, porque acabaram no desemprego, com salários em atraso e sem as indemnizações a que justamente têm direito», sublinha o CESP, Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal, numa nota à imprensa.
Muitos dos antigos funcionários da Lanalgo estão com graves problemas económicos. Como explicam os sindicalistas, «o fundo de garantia salarial já acabou há muito e o subsídio de desemprego tem vindo progressivamente a acabar».
«Os trabalhadores aguardam esta deliberação com natural expectativa, mas confiantes de que a Justiça vai ser justa e só pode tomar uma decisão: confirmar a anulação da venda do imóvel, garantindo o seu retorno à massa falida e a posterior venda em moldes legais, por um preço compatível com o seu valor real e a sua localização», diz o CESP.
Os empregados da Lanalgo prometem continuar a lutar até que a legalidade seja reposta, exigindo o respeito pelos seus direitos.