Troca de prisioneiros dependente do governo
As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - Exército Popular (FARC-EP) reafirmaram no passado fim-de-semana que continuam à espera de uma resposta do governo colombiano à sua proposta de troca de prisioneiros.
Num documento que visa pôr cobro à «campanha de desinformação» desencadeada nos meios de comunicação sobre o assunto, as FARC-EP fazem notar que a sua organização e o governo se situam em campos «diametralmente opostos» quanto aos respectivos «objectivos políticos, económicos e sociais», e que esta realidade não pode ser ignorada pelo executivo colombiano «se realmente deseja contribuir para a solução do problema das pessoas privadas da sua liberdade por causas estritamente políticas decorrentes do conflito interno» do país.
Lembrando que as FARC «são uma organização político-militar de oposição ao Estado e ao seu regime político», o documento sublinha que os revolucionários não estão «a pedir indultos nem amnistias para os seus combatentes privados da liberdade nos cárceres do governo, porque a sua luta política é legítima». As FARC consideram ainda que «as leis e tramitações que eventualmente requeira o governo quanto aos acordos de troca com a insurgência são da sua exclusiva competência e em nada comprometem a guerrilha a fim de deixá-los em liberdade».
Afirmando esperar «sem pressa» a resposta do Governo à sua proposta de troca de prisioneiros», incluindo no respeitante às «garantias exigidas para os porta-vozes guerrilheiros», as FARC asseguram aos familiares e amigos das pessoas retidas estar em condições de «garantir a integridade física dos prisioneiros a seu cargo, sempre e quando o governo desista da aventura de um resgate pela força das armas estatais».
Proposta
Recorda-se que, no passado dia 27 de Abril, as FARC-EP enviaram aos ex-presidentes Alfonso López Michelsen, Julio Cesar Turbay Ayala, Ernesto Samper Pizano e Carlos Lemos Simons, uma carta dando a conhecer as condições apresentadas ao governo, em 8 de Abril, para a troca de prisioneiros, que entretanto passaram a incluir os três militares norte-americanos capturados pelas forças revolucionárias (ver artigo nas págs. 24 e 25).
Segundo essa proposta, as FARC-EP estão dispostas a deixar em liberdade todos os militares e polícias em seu poder, os doze deputados do Valle del Cauca, os dois ex-ministros de Estado, o Governador de Antioquia, o ex-governador do Meta, a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt e os três militares norte-americanos, em troca da «libertação de todas as guerrilheiras e todos os guerrilheiros» presos pelo governo colombiano.
Num documento que visa pôr cobro à «campanha de desinformação» desencadeada nos meios de comunicação sobre o assunto, as FARC-EP fazem notar que a sua organização e o governo se situam em campos «diametralmente opostos» quanto aos respectivos «objectivos políticos, económicos e sociais», e que esta realidade não pode ser ignorada pelo executivo colombiano «se realmente deseja contribuir para a solução do problema das pessoas privadas da sua liberdade por causas estritamente políticas decorrentes do conflito interno» do país.
Lembrando que as FARC «são uma organização político-militar de oposição ao Estado e ao seu regime político», o documento sublinha que os revolucionários não estão «a pedir indultos nem amnistias para os seus combatentes privados da liberdade nos cárceres do governo, porque a sua luta política é legítima». As FARC consideram ainda que «as leis e tramitações que eventualmente requeira o governo quanto aos acordos de troca com a insurgência são da sua exclusiva competência e em nada comprometem a guerrilha a fim de deixá-los em liberdade».
Afirmando esperar «sem pressa» a resposta do Governo à sua proposta de troca de prisioneiros», incluindo no respeitante às «garantias exigidas para os porta-vozes guerrilheiros», as FARC asseguram aos familiares e amigos das pessoas retidas estar em condições de «garantir a integridade física dos prisioneiros a seu cargo, sempre e quando o governo desista da aventura de um resgate pela força das armas estatais».
Proposta
Recorda-se que, no passado dia 27 de Abril, as FARC-EP enviaram aos ex-presidentes Alfonso López Michelsen, Julio Cesar Turbay Ayala, Ernesto Samper Pizano e Carlos Lemos Simons, uma carta dando a conhecer as condições apresentadas ao governo, em 8 de Abril, para a troca de prisioneiros, que entretanto passaram a incluir os três militares norte-americanos capturados pelas forças revolucionárias (ver artigo nas págs. 24 e 25).
Segundo essa proposta, as FARC-EP estão dispostas a deixar em liberdade todos os militares e polícias em seu poder, os doze deputados do Valle del Cauca, os dois ex-ministros de Estado, o Governador de Antioquia, o ex-governador do Meta, a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt e os três militares norte-americanos, em troca da «libertação de todas as guerrilheiras e todos os guerrilheiros» presos pelo governo colombiano.