Vencer a recessão
O secretário-geral do PCP interveio num debate que visou preparar a interpelação parlamentar sobre recessão económica e consequências sociais, marcada para dia 28.
O PCP recusa a obsessão do défice
Carlos Carvalhas defendeu anteontem «uma alteração da política económica que vem sendo seguida». Num colóquio organizado pelo Grupo Parlamentar comunista – e no qual participaram ainda João Ferreira do Amaral, Manuela Silva, Octávio Teixeira e Manuel Carvalho da Silva – o secretário-geral do Partido alertou: «O País está numa clara estagnação que se pode prolongar e acentuar se não houver pelo menos uma “reorientação” da política económica», a qual «deve ter por objectivo vencer a recessão, dinamizar o aparelho produtivo nacional e não a obsessão do défice».
«É necessária disciplina sobre a despesa e, designadamente, sobre a despesa corrente», «mas não se pode cortar no investimento público que tem efeitos multiplicativos». Entretanto, «do lado da receita, o combate à evasão fiscal continua a marcar passo e a política fiscal que vem sendo seguida agrava a situação».
Para Carlos Carvalhas, «Portugal precisa de melhor e mais investimento» e «o Pacto de Estabilidade não pode ser o “garrote” da nossa economia».
Na União Europeia, «é necessário que o Governo pressione e defenda pelo menos uma maior flexibilização do “estúpido” Pacto de Estabilidade e que o Banco Central Europeu – essa entidade não eleita que não presta contas a ninguém – reduza atempadamente as taxas de referência, que são neste momento o dobro da dos EUA», afirmou.
Na intervenção que encerrou o colóquio, o dirigente comunista considerou ainda que «é também uma evidência que, continuando-se a entregar empresas portuguesas, como aconteceu agora com a Centralcer (Cerveja Sagres) e as Águas do Luso, aos chamados centros de decisão externos, não vamos lá».
Para preparar a interpelação da próxima quarta-feira, sobre medidas necessárias para combater a estagnação e a recessão económicas e as crescentes dificuldades e desigualdades sociais, tiveram lugar outras iniciativas, como uma audição pública sobre a situação das micro, pequenas e médias empresas, no dia 13, e outra audição sobre o endividamento das famílias portuguesas, no dia 6.
«É necessária disciplina sobre a despesa e, designadamente, sobre a despesa corrente», «mas não se pode cortar no investimento público que tem efeitos multiplicativos». Entretanto, «do lado da receita, o combate à evasão fiscal continua a marcar passo e a política fiscal que vem sendo seguida agrava a situação».
Para Carlos Carvalhas, «Portugal precisa de melhor e mais investimento» e «o Pacto de Estabilidade não pode ser o “garrote” da nossa economia».
Na União Europeia, «é necessário que o Governo pressione e defenda pelo menos uma maior flexibilização do “estúpido” Pacto de Estabilidade e que o Banco Central Europeu – essa entidade não eleita que não presta contas a ninguém – reduza atempadamente as taxas de referência, que são neste momento o dobro da dos EUA», afirmou.
Na intervenção que encerrou o colóquio, o dirigente comunista considerou ainda que «é também uma evidência que, continuando-se a entregar empresas portuguesas, como aconteceu agora com a Centralcer (Cerveja Sagres) e as Águas do Luso, aos chamados centros de decisão externos, não vamos lá».
Para preparar a interpelação da próxima quarta-feira, sobre medidas necessárias para combater a estagnação e a recessão económicas e as crescentes dificuldades e desigualdades sociais, tiveram lugar outras iniciativas, como uma audição pública sobre a situação das micro, pequenas e médias empresas, no dia 13, e outra audição sobre o endividamento das famílias portuguesas, no dia 6.