Menos de 500
Não sei porque se espanta a gente ao ser-lhe revelado que os portugueses são quem ganha menos na Europa - referindo-se estes dados à União Europeia, claro, embora também nos seja dito que países que não caíram ainda na rede da UE mas não tardam a usufruir deste paraíso também nos não ficam atrás. Ficam à frente: Malta e Eslovénia. E não sei porque é o espanto, já que, numa lista de 15, ou mesmo de 25, há-de haver sempre alguém em último lugar, nem que seja ex-aequo, como também é normal que alguém venha à frente. Não será esta uma lei da competição?
É que de facto, toda a gente, menos alguns ingénuos que acreditam na propaganda «europeia» e nas benesses que a União promove, sabe que a UE não pretende ser uma União niveladora da qualidade de vida, mas um corpo dominado que, à medida que cresce e se alarga em «corpo» mais se concentra na «cabeça», mais se reduz na sua liderança, mais periféricos se tornam aqueles europeus que não pertencem ao núcleo duro hoje representado pela Alemanha e pela França.
Desde a sua fundação, com a «primeira Europa» do carvão e do aço, que estão definidos alguns dos principais objectivos económicos e políticos deste «espaço europeu». Um deles é a constituição de um bloco que pudesse, primeiro, vir a moderar a hegemonia ocidental e capitalista protagonizada pelos Estados Unidos, saídos da Segunda Guerra sem uma beliscadura - a não ser nos seus mortos que, sabemos bem, nunca preocuparam as administrações americanas, neles encontrando, aliás, pretexto para ir mais longe nas suas aventuras de dominação e conquista. Pelo contrário, os EUA saíram da guerra saudavelmente em expansão económica, mercê da indústria militar e das «ajudas» que deram aos países destruídos, como hoje todos se lançam na «ajuda ao Iraque», num ver se te avias.
Num segundo tempo, e este tempo foi aberto pela ruína do muro, ou melhor, pela derrota do campo socialista, o objectivo desta Europa é já mais claramente a competição com o império americano e, eventualmente, o confronto. Os sinais estão aí, para quem os queira ver e não se deixe enganar pela atitude «amante da paz» dos patrões franco-alemães que se calaram logo que estalou a guerra e se dispõem a participar na reconstrução, com a pressa dos abutres disputando o saque.
Alguns, em Portugal, mais timoratos e ainda rastejantes perante o patrão americano, receiam na escolha do amo. Vão cumprindo as ordens de Washington e curvando-se perante Berlim. São de direita ou, até, de «esquerda» mas, antes de tudo, são serventuários do capital. Não entraram na corrida para desenvolver o País nem para elevar o nível de vida dos trabalhadores. Afinal, nem todos podem ser sobrinhos do Isaltino.
É que de facto, toda a gente, menos alguns ingénuos que acreditam na propaganda «europeia» e nas benesses que a União promove, sabe que a UE não pretende ser uma União niveladora da qualidade de vida, mas um corpo dominado que, à medida que cresce e se alarga em «corpo» mais se concentra na «cabeça», mais se reduz na sua liderança, mais periféricos se tornam aqueles europeus que não pertencem ao núcleo duro hoje representado pela Alemanha e pela França.
Desde a sua fundação, com a «primeira Europa» do carvão e do aço, que estão definidos alguns dos principais objectivos económicos e políticos deste «espaço europeu». Um deles é a constituição de um bloco que pudesse, primeiro, vir a moderar a hegemonia ocidental e capitalista protagonizada pelos Estados Unidos, saídos da Segunda Guerra sem uma beliscadura - a não ser nos seus mortos que, sabemos bem, nunca preocuparam as administrações americanas, neles encontrando, aliás, pretexto para ir mais longe nas suas aventuras de dominação e conquista. Pelo contrário, os EUA saíram da guerra saudavelmente em expansão económica, mercê da indústria militar e das «ajudas» que deram aos países destruídos, como hoje todos se lançam na «ajuda ao Iraque», num ver se te avias.
Num segundo tempo, e este tempo foi aberto pela ruína do muro, ou melhor, pela derrota do campo socialista, o objectivo desta Europa é já mais claramente a competição com o império americano e, eventualmente, o confronto. Os sinais estão aí, para quem os queira ver e não se deixe enganar pela atitude «amante da paz» dos patrões franco-alemães que se calaram logo que estalou a guerra e se dispõem a participar na reconstrução, com a pressa dos abutres disputando o saque.
Alguns, em Portugal, mais timoratos e ainda rastejantes perante o patrão americano, receiam na escolha do amo. Vão cumprindo as ordens de Washington e curvando-se perante Berlim. São de direita ou, até, de «esquerda» mas, antes de tudo, são serventuários do capital. Não entraram na corrida para desenvolver o País nem para elevar o nível de vida dos trabalhadores. Afinal, nem todos podem ser sobrinhos do Isaltino.