também se debatem com a falta de médicos
e equipamentos de saúde
Alcácer do Sal exige centro de saúde
A Câmara e Assembleia Municipal de Alcácer do Sal reivindicam um novo centro de saúde concelhio e exigem do Governo «luz verde» para o arranque da obra, prevista em PIDAC há vários anos.
Em declarações à comunicação social, o presidente da Câmara Municipal, Rogério de Brito, da CDU, garantiu que a construção da nova unidade de saúde consta «há três ou quatro anos» do Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDAC).
«Os projectos para a obra estão concluídos e o terreno disponibilizado mas, ainda assim, a situação tem-se vindo a arrastar», lamentou, explicando que recentemente, a autarquia reivindicou ao Governo o início da empreitada.
Descontentes com os «atrasos» que o projecto tem tido, o autarca explicou que a cor política maioritária no concelho, a CDU, e as características de localização do mesmo podem estar a contribuir para o «arrastar da situação».
O novo centro de Saúde de Alcácer do Sal está previsto ser edificado na Avenida José Saramago, junto ao terminal rodoviário, e visa a desocupação do actual espaço, pertencente à Santa Casa da Misericórdia.
«Há uma acção de despejo a decorrer e o actual centro de saúde corre o risco dos tribunais ordenarem o abandono do espaço da Misericórdia, mediante determinado prazo», revelou o autarca. Além disso, acrescentou, o edifício que agora comporta as instalações de saúde «não foi concebido para estas funções e encontra-se muito degradado», sublinhou.
Por uma saúde melhor
Parecer idêntico tem a Assembleia Municipal de Alcácer do Sal que, a 28 de Fevereiro, aprovou por unanimidade uma moção de protesto, enviada ao primeiro-ministro, ao ministro da Saúde e aos grupos parlamentares da Assembleia da República.
O documento refere que «nada justifica que, estando o terreno adquirido, por expropriação pública com carácter de urgência, os projectos de arquitectura e especialidades feitos, tendo sido lançado concurso e estando as verbas em sucessivos anos previstas em PIDDAC, a obra ainda não tenha sido adjudicada e a construção iniciada».
A moção reclama ainda ao Governo que sejam tomadas medidas para a «atribuição de incentivos à mobilidade dos recursos humanos da Administração Pública», nomeadamente subsídios para a fixação, residência e deslocação de médicos e enfermeiros. A abertura de vagas para a medicina e a falta de profissionais da saúde são outras das reivindicações constantes do documento.
De igual forma, recentemente, os órgãos autárquicos de Santiago do Cacém e Sines debateram com a população a falta de profissionais e de equipamentos de saúde nos respectivos concelhos, tendo sido aprovadas moções de protesto.