Etapas para o desarmamento
A França apresentou às Nações Unidas um memorando para o desarmamento pacífico do Iraque, subscrito pela Alemanha e pela Rússia e apoiado pela China.
Segundo o documento, «as condições para o uso da força não estão hoje ainda reunidas», dado não existir «nenhuma prova de que o Iraque tem armas de destruição maciça ou de capacidade neste domínio».
Advogando que o Conselho de Segurança «deve intensificar esforços para dar um hipótese real à resolução pacífica da crise», os subscritores enfatizam a necessidade de preservar a unidade do Conselho e de reforçar a pressão sobre o Iraque.
Como metodologia para atingir os objectivos - o desarmamento verificável do Iraque -, o texto propõe designadamente «um programa de acção claro para os inspectores», «inspecções reforçadas», «aumento e diversificação dos efectivos e peritos disponíveis, o estabelecimento de unidades móveis destinadas em particular ao controlo da carga rodoviária, a colocação em prática do novo sistema de vigilância aérea, a exploração sistemática dos dados e informações fornecidos por este sistema de vigilância».
O plano propõe ainda que os inspectores da ONU apresentem o seu plano de trabalho, identificando as tarefas chave que o Iraque deve cumprir no respeitante a armamento químico, biológico e nuclear, no quadro da apresentação do relatório de 1 de Março; prestem informações ao Conselho de três em três semanas; e apresentem um relatório sobre o progresso das inspecções 120 após a adopção do programa de trabalho.