PCP leva ao PE encerramentos irregulares de empresas

Refrear o lucro

Por iniciativa dos deputados do PCP, o Parlamento Europeu irá debater nos dias 10 e 13 de Março, o «encerramento de empresas após terem recebido subsídios da União Europeia».

O debate foi agendado após a apresentação, pela deputada Ilda Figueiredo, de uma pergunta escrita à Comissão Europeia, sobre deslocalização de empresas, em que relatava, nomeadamente, o caso da C&J Clarks, de Castelo de Paiva.

A deputada dava conta que o encerramento da fábrica deixava sem alternativas de emprego cerca de 600 trabalhadores, numa zona do interior e onde há dois anos se registou a trágica queda de uma ponte que matou 58 pessoas.

Recordando que a mesma multinacional tinha encerrado, há dois anos, uma outra unidade fabril em Arouca, enviando para o desemprego cerca de 400 trabalhadores, Ilda Figueiredo chamou a atenção para o facto de a empresa ter recebido ajuda pública nacional e comunitária.

Porém, este não é um caso isolado: «só em Janeiro de 2003, encerraram e saíram de Portugal 13 empresas. Muitas empresas, após terem obtido benefícios e apoios nacionais e comunitários, decidem deslocalizar-se tendo apenas como objectivo a busca do máximo lucro, por vezes não cumprindo sequer com os compromissos assumidos, provocando gravíssimas situações sociais e económicas nas regiões que abandonam, representando um retrocesso para o desenvolvimento da sociedade em geral. Em Portugal, desde meados de 1999, 15 mil trabalhadores ficaram no desemprego (principalmente nos sectores do vestuário, calçado e indústria eléctrica).»

Neste contexto, a deputada defende a urgente a adopção a nível comunitário de medidas de regulação e penalização que combatam tais processos irregulares de deslocalização de empresas.



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