CDU prepara programa eleitoral para as próximas eleições
Situação financeira da CML é muito grave
Analisar a realidade de Lisboa
A CDU está a contactar várias estruturas da cidade de Lisboa na área do ambiente, associações empresariais, sindicatos e colectividades, desenvolver grupos de trabalho e promover debates com vista às próximas eleições autárquicas.
A Coligação Democrática Unitária anunciou a estratégia para a preparação do programa eleitoral e do plano de trabalho das eleições autárquicas, tecendo críticas à actual situação do município.
Nove grupos de trabalho estão já a funcionar nas áreas do urbanismo, acessibilidades e transportes (sob coordenação do presidente da Voz do Operário e ex-vereador Rego Mendes), habitação e reabilitação urbana (ex-vereador António Abreu), ambiente, áreas verdes e espaços públicos (vereador Manuel Figueiredo), intervenção social e saúde (deputada municipal Deolinda Machado), educação, cultura e património cultural (presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, Modesto Navarro).
A vereadora Rita Magrinho coordena o grupo de trabalho para o associativismo e desporto e o presidente da Junta de Freguesia da Ameixoeira, Bruno Rolo, tem a cargo a coordenação das questões da juventude.
Para a macro-estrutura, recursos humanos do município e empresas municipais foi escolhida como coordenadora a vereadora Alexandra Gonçalves e para as actividades económicas e turismo o deputado municipal Feliciano David.
Em Janeiro ou Fevereiro a CDU irá realizar um encontro de quadros em Lisboa, durante o qual serão aprovados as linhas essenciais do programa eleitoral. A coligação tomou estas decisões numa reunião realizada recentemente, durante a qual abordou também a lei das rendas por considerar que a nova legislação «vai afectar os cidadãos com menores posses».
Sobre esta matéria, as juntas de freguesia presididas pela CDU vão promover debates, como já acontece em algumas, realizando-se paralelamente sessões de discussão em várias zonas da cidade.

Situação caótica

A CDU considera ainda que a situação financeira da Câmara Municipal de Lisboa é muito grave e elege como grandes temas da cidade o Parque Mayer, Alcântara e o Túnel do Marquês. Sobre a operação proposta de fundo imobiliário no Parque Mayer, os eleitos do PCP exigem um debate de todos os órgãos autárquicos e sublinham que sem planos e estudos financeiros fidedignos nada pode ser aprovado.
Relativamente ao projecto de loteamento de Alcântara, a CDU reclama que nada poderá avançar sem planos de pormenor ou de urbanização sujeitos a debates públicos e manifesta-se contra a construção de torres naquela zona.
Para o Túnel do Marquês, cuja a obra está parada por decisão judicial, os comunistas propõem o encurtamento do túnel, de modo a que não ultrapasse a Rua Castilho e respeitando as questões levantadas pelo Estudo de Impacto Ambiental.


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