Em luta pela contratação colectiva e por aumentos salariais na hotelaria

A FESAHT/CGTP-IN e os seus sindicatos estão a organizar acções de protesto junto de unidades hoteleiras, denunciando o contraste entre os lucros milionários dos patrões e os salários baixos e sem direitos.

Com lucros milionários, os patrões negam aumentos salariais e atacam direitos

No âmbito desta campanha sindical, realizou-se no primeiro dia do mês uma concentração junto da sede da APHORT, no Porto. Como, na altura, salientou o Sindicato da Hotelaria do Norte, «o sector do turismo sobe há quatro anos sucessivos nas dormidas e nas receitas», mas a associação patronal «recusa negociar aumentos salariais» e «quer retirar direitos fundamentais». Na região, «mais de 100 mil trabalhadores estão sem contratação colectiva e sem aumentos», adiantando o sindicato que está a negociar directamente com 115 hotéis e já obteve resultados.

O bloqueio da negociação da contratação colectiva é também assumido por parte de outras associações patronais, como a AHP, a AHRESP, a AHISA e a AHETA. Por este motivo, a federação afirma que centenas de milhares de trabalhadores são prejudicados, auferindo apenas o salário mínimo nacional e vendo negados direitos conquistados pela luta.

Anteontem, dia 21, o Sindicato da Hotelaria do Sul promoveu um plenário de trabalhadores do Carcavelos Beach Hotel, seguido de concentração à porta desta unidade do grupo hoteleiro Alexandre Almeida (dirigente da AHP). Inserido na campanha, o protesto visou exigir resposta ao Caderno Reivindicativo entregue em Janeiro, incluindo um aumento salarial intercalar.

Nos hotéis Tivoli Avenida Liberdade e Tivoli Oriente, em Lisboa, foi realizada uma acção de denúncia, contra o rompimento das negociações por parte da administração (NH Rallye Portugal), que impôs uma actualização de 2,7 por cento (27 euros, para o salário mais baixo), que excluiu 90 trabalhadores dos serviços centrais.

Em Cascais, no dia 9, o sindicato realizou uma «tribuna pública», onde vários trabalhadores da hotelaria, restauração e turismo testemunharam os baixos salários, a falta de valorização das profissões e a necessidade urgente de rever os contratos colectivos de trabalho. A acção terminou com um desfile pelas ruas da cidade, para contacto com outros trabalhadores do sector.

Em Viana do Castelo, realizou-se anteontem um protesto dos trabalhadores do Hotel Melo Alvim, por aumentos salariais e pela negociação do contrato colectivo.

 



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