Greve por valorização do apoio à infância
As técnicas de apoio à infância da Região Autónoma da Madeira fizeram greve, segunda-feira e anteontem, exigindo a valorização da carreira, melhores condições de trabalho e o reconhecimento devido a uma profissão essencial para a segurança, o bem-estar e o desenvolvimento das crianças.
A forte adesão marcou o arranque da luta, com a adesão a rondar os 95 por cento, na manhã de dia 20, como disse à agência Lusa um dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas. Nelson Pereira revelou que «mais de 50 por cento das escolas [com creche e pré-escolar] estão fechadas e as salas que recebem as crianças, agora nesta fase não lectiva, estão fechadas».
A Organização da RA da Madeira do PCP, num comunicado de imprensa, emitido nessa tarde, saudou as trabalhadoras em luta, que demonstraram «uma expressiva unidade na defesa dos seus direitos e da dignificação da profissão», «perante a persistente falta de resposta do Governo Regional às reivindicações».
Entre estas, o Partido destacou: revisão da carreira; valorização salarial; redução da carga horária em função da idade; atribuição de subsídio de risco; alteração do conteúdo funcional; regulamentação das Actividades de Apoio à Família; abertura de concursos para ingresso na carreira de Técnica de Apoio à Infância; garantia da presença obrigatória de Técnicas de Apoio Educativo Especial, nas salas com crianças com necessidades específicas.
Uma delegação do PCP, integrando Ricardo Lume e Edgar Silva, membros do Comité Central, esteve na concentração.




