Governo aprofunda rumo desastroso para o País e o seu povo
Ao longo do fim-de-semana, Paulo Raimundo participou em dois convívios de Verão: em Cuba, dia 18, dinamizado pelo PCP, e em Braga, no dia 19, organizado pela CDU. Em ambos, o Secretário-Geral dirigiu duras críticas à política do Governo, reafirmando a luta como o caminho rumo a uma vida melhor.
«Cada tiro, cada melro», em cada medida do Governo existe negócio e vida mais difícil para a maioria
No parque da vila de Cuba, decorado a rigor, foi uma actuação do Grupo Coral de Baleizão que antecedeu o momento político. «Temos o prazer de aqui estar em Cuba, com todos os camaradas», disse o porta-voz do grupo antes de convidar os presentes a escutar com «grande atenção» o que ali, nas intervenções que se seguiriam, se ia dizer.
Antes do Secretário-Geral, falou Pedro Fialho, da Comissão Política da JCP. Na sua intervenção, o dirigente provou como os jovens do País e da região, ao longo do último ano, foram capazes de demonstrar na prática que a luta é o caminho da vitória: «derrotámos o aumento da propina no Ensino Superior, derrotámos o pacote laboral, reforçámos a nossa organização, plantámos as sementes que se vão transformar em consciência e conquistas». Abordar o tema dos exames nacionais foi inevitável. Para alguns, que ainda esperam pelas suas notas, o ano lectivo ainda não acabou, lamentou, afirmando que este problema não resulta apenas da incompetência do Governo ou de um só ministro, mas sim do projecto que a direita tem para a educação pública.
«Estado de uns poucos»
«Há o Estado deles, o Estado de uns poucos, e há o Estado da maioria, que é o estado da vida de cada um de nós», afirmou, por sua vez, Paulo Raimundo, referindo-se ao debate sobre o estado da nação que se realizou dois dias antes (ver páginas 4 e 5).
«Eles acham que está tudo melhor e têm razões para achar isso. Nós achamos que temos um País pior, mais injusto e desigual, fruto de uma política concreta que não acontece por acaso e tem consequências na nossa vida», salientou o Secretário-Geral. Política concreta, explicitou, que é agora levada a cabo pela mão do governo de turno de PSD e CDS, mas apoiado, no que é fundamental, pelo Chega e Iniciativa Liberal e a quem o PS «teima em dar a mão».
Antes de prosseguir, o dirigente deixou ainda uma sugestão: «não se iludam com a gritaria, com o teatro e com os tiktoks. Naquilo que é essencial, não há nada que separe PSD, CDS, Chega e IL».
Em Braga
Na praia fluvial de Merelim, em São Paio, Braga, Paulo Raimundo voltou parte da sua atenção para o aumento dos preços, das negociatas e privatizações, as rendas que não param de subir e para a venda do património público do Estado. Assim, como para os combustíveis que sofreram, recentemente, grandes aumentos.
Ali ao lado, no mesmo distrito, em Guimarães, no dia 3, o Conselho de Ministros reuniu-se para aprovar o plano de comemorações dos 900 anos da Batalha de São Mamede. «Ali estiveram, com intervenções que invocaram grande patriotismo», ironizou. Com a venda da Tap, a intenção de privatizar a CP, a entrega da única refinaria ao capital espanhol, quando se verga perante as ordens de Bruxelas e a loucura da guerra, o Governo «pode invocar a história como quiser, mas não pode dizer que é patriota», pois pratica uma política «contra os interesses do País e da vida de cada um de nós».
Meio-ambiente e paz
Em Merelim, numa tarde que foi de convívio e fraternidade, numa praia muito frequentada, intervieram também Vitória Carvalho, da JCP, Nour Ribeiro, da Direcção da Organização Regional de Braga do PCP, e Filipe Gomes, do Conselho Nacional do PEV. Este último, destacou o compromisso da CDU com o desenvolvimento sustentável e com a defesa do meio-ambiente, abordando o Programa Sectorial das Zonas de Aceleração de Energias Renováveis, lançado recentemente pelo Governo e que pretende, como afirmou, ser uma «via verde» para os grandes interesses privados nesta área.
Nour Ribeiro abordou as diversas opções políticas que têm prejudicado a região e a sua população, como a anunciada PPP para o Hospital de Braga. Vitória Carvalho destacou o Acampamento pela Paz que terá lugar nos próximos dias 24, 25 e 26, em Sines, onde os jovens exigirão o fim dos conflitos no «Irão, Líbano e Palestina» e afirmarão que «Cuba e Venezuela vencerão».




