Ligar Partido ao trabalho é condição essencial para o seu reforço
Na resolução Um PCP mais forte. É preciso! É possível!, aprovada em Março, o Comité Central do Partido definiu como linha prioritária de trabalho a «concretização de um Plano Geral de Trabalho para o reforço da sua intervenção e organização junto da classe operária e dos trabalhadores». Por todo o colectivo partidário, são vários os passos dados nesse sentido e o Avante!, esta semana, relata o exemplo da Organização Regional de Aveiro.
No distrito de Aveiro começou-se por levantar o nome de todos os camaradas em idade activa
Reforçar a organização do Partido nas empresas e locais de trabalho, definindo e desenvolvendo medidas de funcionamento regular das células existentes e de criação de outras novas; o alargamento do número de empresas com membros do Partido, actividade organizada e com intervenção sobre os problemas dos trabalhadores; o aumento do número de militantes organizados a partir das estruturas de empresa, local de trabalho e sector; a concretização da criação de 100 novas células; e um plano de estímulo à sindicalização e intervenção em estruturas unitárias dos trabalhadores – são estes alguns dos objectivos definidos na resolução.
Para lhes dar cumprimento, a Organização Regional de Aveiro começou por vertê-las, através de linhas de trabalho concretas, na Resolução Política da sua XII Assembleia. O primeiro passo foi o diagnóstico da actual situação, em que importa notar que apenas duas células funcionavam regularmente, e o segundo, o levantamento de todos os membros do Partido, em idade activa, por todos os concelhos do distrito. Procurou-se identificar a empresa, o local de trabalho, sector de actividade e função de cada um no seu respectivo local de trabalho. Mas também se são ou não sindicalizados, e se o são, em que sindicato estão inseridos, se são delegados, dirigentes ou activistas sindicais.
Este levantamento, que arrancou há alguns meses, está ainda por se concretizar em muitas organizações do distrito, mas os passos já dados traduzem imensas potencialidades. A norte do distrito – em Espinho, Santa Maria da Feira, São João da Madeira, Oliveira de Azeméis, Arouca e Vale de Cambra – o levantamento foi já realizado com sucesso, tendo ainda sido realizado, de forma parcial, nos concelho de Ovar e Aveiro.
Levantamento de nomes
Em São João da Madeira, foi possível identificar 16 trabalhadores. Destes, quatro são operários que têm reunido mensalmente e distribuído documentos do Partido nas empresas do concelho. Nestas reuniões, tem sido possível discutir os problemas concretos do local de trabalho de cada camarada, na tentativa, também, de editar documentos específicos em torno dos problemas específicos destes trabalhadores. Nesta organização, a discussão evoluiu no sentido de definir uma empresa prioritária onde não existem ainda militantes, mas onde seria importante garantir a implantação do Partido.
Já em Oliveira de Azeméis, dos 14 trabalhadores identificados, 13 são operários e em duas empresas do concelho (sendo uma delas a maior do concelho), o Partido tem já oito militantes organizados. No município oliveirense, aponta-se já a realização da primeira reunião com estes militantes como primeira etapa para o incremento da actividade do Partido.
Nos concelhos de Espinho, Santa Maria da Feira e Ovar, conclui-se que não se reunia um número suficientes de camaradas para garantir a realização de reuniões concelhias. Assim, avançou-se com a concretização de uma reunião conjunta de trabalhadores, onde se destacam militantes de importantes empresas dos sectores do papel, indústria automóvel e da cortiça.
Em Aveiro, onde funcionavam já duas células – na Universidade de Aveiro e na Horse (antiga Reanult Cacia) – aponta-se a convocação de uma reunião com militantes que estão dispersos pelas áreas da saúde, em unidades industriais e nas autarquias.
Potencialidades
Ao realizar este levantamento foi possível perceber outras potencialidades que passavam, até então, despercebidas: 17 professores e uma dezena de operárias do sector têxtil no norte do distrito. Com eles, tomou-se já a decisão de avançar com reuniões de âmbito sectorial, procurando garantir uma discussão mais próxima à sua realidade.
Resultados começam a ser colhidos
O momento da mais recente greve geral, a 3 de Junho, demonstrou já os benefícios trazidos por esta metodologia de trabalho. No seu processo preparatório foi possível identificar mais empresas onde distribuir documentos do Partido, ter mais militantes para ajudar neste trabalho e conhecer com maior profundidade os problemas e dinâmicas de cada empresa. Dinâmica esta que significou igualmente a responsabilização de novos quadros.
Futuro
Na Organização Regional de Aveiro, o Partido começou a dar os primeiros passos no do seu reforço junto de quem vive do seu trabalho, mas importa agora estimular a concretização de tudo o que está já em andamento e acelerar o processo de levantamento de nomes, dinamizar a realização de reuniões e a responsabilização de quadros. Existem ainda, no centro e sul do distrito, potencialidades de crescimento nos sectores da cerâmica e da indústria alimentar e importa atentar à administração local, ao sector social, da educação e aos hospitais de Santa Maria da Feira e de Aveiro.




