Pelo fim da cumplicidade britânica com o genocídio do povo palestiniano
Desfilando pelas ruas da capital britânica, milhares de pessoas em Londres exigiram ao (novo) governo trabalhista o fim da venda de armamento ao regime sionista de Israel e justiça para o povo palestiniano.
Manifestantes em Londres exigiram o fim imediato da venda de armas a Israel
Foram muitos os que se mobilizaram no sábado, 19, para repudiar em Londres a agressão militar israelita contra a população palestiniana na Faixa de Gaza e exigir acções concretas ao (novo) governo britânico. O protesto reclamou o fim imediato do genocídio que já vitimou muitas dezenas de milhares de palestinianos, entre os quais dezenas de milhares de crianças, desde Outubro de 2023.
Os manifestantes exigiram ao governo dirigido por Andy Burnham, que assumiu o cargo de primeiro-ministro do Reino Unido na segunda-feira, 20, a aplicação de um embargo total ao fornecimento de armas a Israel, para deter os massacres de forma definitiva. Diversas organizações sociais representadas no protesto denunciaram que o Reino Unido não pode continuar a financiar de forma directa as brutais violações dos direitos humanos nos territórios palestinianos ocupados.
O embaixador palestiniano em Londres, Husam Zomlot, destacou o crescimento do movimento popular a favor da justiça e da prestação de contas internacional por Israel, face aos crimes de guerra cometidos na Faixa de Gaza. O diplomata encabeçou o desfile pelas ruas da capital britânica com manifestantes exibindo cartazes que denunciavam a impunidade e o colonialismo levados a cabo pelo regime sionista de Israel.
O Partido Trabalhista recebeu duras críticas por manter um posicionamento de cumplicidade activa com Israel. Os comités britânicos de solidariedade com o povo palestiniano assinalaram que as sanções contra ministros de extrema-direita do governo israelita são apenas medidas cosméticas que não travam o fluxo de armamento para a potência ocupante e os seus crimes.
Participante da manifestação, o antigo dirigente trabalhista Jeremy Corbyn instou o (novo) governo a romper os laços militares e económicos que sustêm o apartheid israelita e apelou perante os manifestantes que a solidariedade continue mobilizada de forma permanente até à conquista da liberdade pela Palestina.
Israel intensifica ataques a jornalistas
O Sindicato de Jornalistas Palestinianos denunciou que as forças de ocupação israelitas cometeram 467 violações contra a comunicação social no primeiro semestre de 2026, incluindo assassinatos e detenções de jornalistas.
Durante uma conferência de imprensa, na Cisjordânia ocupada, o sindicato, através do seu Comité para as Liberdades, pormenorizou que estes ataques sistemáticos contra a imprensa livre incluem assassinatos, detenções, agressões físicas, disparos de munição real e impedimentos ao trabalho jornalístico no terreno. Em particular, o sindicato documentou 192 incidentes de censura e retenção de equipamentos jornalísticos.
A Comissão para as Liberdades forneceu os dados estatísticos e condenou com firmeza o assassinato de oito jornalistas palestinianos durante a primeira metade de 2026, o que eleva para 264 o total de jornalistas assassinados desde Outubro de 2023.
A perseguição a repórteres nos territórios palestinianos ocupados somou no primeiro semestre deste ano 27 detenções arbitrárias, 29 episódios de disparos dirigidos e 78 ataques com gases lacrimogéneos. Entre outros factos, registaram-se também 257 incidentes específicos com armas de fogo, a expulsão violenta de 19 jornalistas da histórica Mesquita de Al Aqsa e o confisco de 22 equipamentos indispensáveis ao trabalho jornalístico.
Desde Outubro de 2023 até Junho de 2026 acumularam-se 4.127 violações da liberdade de imprensa executadas pelo regime israelita. Este historial brutal e violento causou a morte de 264 trabalhadores de meios de informação, ferimentos em 226 profissionais, a detenção de 193 jornalistas, a destruição total de 183 meios de comunicação e o bombardeamento de 140 habitações familiares.




