Exige-se fim do genocídio
Deputados do Parlamento Europeu (PE) reclamam da União Europeia acções eficazes e consistentes para proteger as crianças e o povo palestinianos face à brutal violência de Israel, que continua.
Deputados no PE reclamam medidas urgentes para proteger as crianças palestinianas da brutal violência de Israel
Por iniciativa do deputado do PCP no Parlamento Europeu (PE), João Oliveira, mais de 50 deputados do PE reclamam das instituições da União Europeia (UE) «a adopção de medidas urgentes, eficazes e concretas de forma a proteger as crianças palestinianas da brutal violência de Israel, a pôr fim à agressão de Israel contra o povo palestiniano e a assegurar o cumprimento do direito internacional, concretizando o Estado da Palestina como determinam as resoluções da ONU».
As exigências constam de uma carta elaborada pelo deputado do PCP que reuniu o apoio de mais de 50 de deputados do PE, de diferentes grupos políticos. A missiva, datada de 10 de Julho, é dirigida aos presidentes do Conselho Europeu, do Parlamento Europeu e da Comissão Europeia, e foi elaborada na sequência da divulgação do relatório da Comissão Internacional Independente de Inquérito das Nações Unidas sobre o Território Palestiniano Ocupado, incluindo Jerusalém Oriental e Israel, sobre a brutal violência contra as crianças palestinianas levada a cabo por Israel.
O relatório da ONU documenta as gravíssimas consequências dos ataques israelitas sobre a população palestiniana, em particular sobre as crianças, registando pelo menos 20.179 crianças mortas e outras 44.143 feridas por Israel desde Outubro de 2023.
Os deputados subscritores consideram que a não condenação por parte das instituições da UE da política de ocupação, colonização e de genocídio levada a cabo por Israel contra o povo palestiniano, contribui para a impunidade de Israel e a continuação da sua política.
Perante esta situação, consideram premente uma acção e medidas imediatas, efectivas e consequentes por parte da UE para: proteger as crianças palestinianas da brutal violência de Israel; pôr fim à agressão de Israel ao povo palestiniano; assegurar a urgente ajuda humanitária à população palestiniana na Faixa de Gaza; cumprir o direito internacional, concretizando o Estado da Palestina como determinam as resoluções da ONU; suspender as exportações de armas para Israel; impedir o acesso de Israel a fundos da UE para fins militares; e suspender o Acordo de Associação entre a UE e Israel.




