Os crimes de Israel continuam em Gaza

Desde Outubro de 2023, e em resultado da agressão genocida de Israel, o número de mortos e feridos palestinianos na Faixa de Gaza ultrapassa já os 245 mil e continua a aumentar com as sistemáticas violações do cessar-fogo por parte das forças militares israelitas e a continuação da imposição do cruel bloqueio.

Desde Outubro de 2023, a agressão israelita contra a Faixa de Gaza matou 72.599 palestinianos e feriu outros 172.411

As forças militares israelitas continuam a assassinar palestinianos na Faixa de Gaza, violando continuamente o cessar-fogo com bombardeamentos diários que atingem a população. Segundo as autoridades palestinianas, eleva-se a 72.599 mil o número de palestinianos mortos e a 172.411 o de feridos durante o actual «capítulo genocida dos ocupantes», desde Outubro de 2023. Estes números estão constantemente a crescer. Além das vítimas confirmadas, há milhares de corpos que continuam soterrados sob os escombros das habitações destruídas nas cidades e aldeias palestinianas devastadas.

Israel acumula mais de 2400 violações do cessar-fogo. A resistência palestiniana assinou duas tréguas com o ocupante sionista: primeiro, em Janeiro, e, depois, em Outubro de 2025. Ambas foram deliberadamente ignoradas por Israel.

Um relatório do Ministério da Saúde da Gaza informou que, entre as vítimas dos últimos dias, figura um menino de nove anos, que foi morto num ataque aéreo israelita a leste de Khan Younis. Segundo testemunhos de familiares, o menor recolhia cartão para uso doméstico face à falta de electricidade e às restrições no fornecimento de gás e combustível, impostas por Israel no quadro da sua autêntica acção de extermínio da população palestiniana.

Noutro ataque, um paramédico de 33 anos foi morto durante outro ataque aéreo israelita, perto de Al-Tuwam, no norte da faixa, enquanto realizava trabalhos de assistência à população. A propósito, o Departamento de Ambulâncias e Emergências dos Serviços Médicos de Gaza afirmou que a ocupação israelita continua a cometer crimes contra equipas médicas e de defesa civil e fabrica narrativas falsas para encobrir os assassinatos.

As autoridades sanitárias indicam que mais de 820 palestinianos morreram desde a entrada em vigor do cessar-fogo, incluindo mais de 300 crianças, mulheres e idosos. Um relatório da organização não-governamental Save the Children assinala que mais de 20 mil crianças perderam a vida em Gaza nos últimos dois anos.

Do seu lado, o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos denunciou a situação na Faixa de Gaza, afirmando que «o padrão incessante de assassinatos» reflecte uma «impunidade generalizada», assinalando que, nos últimos dias, a população palestiniana tem sido atacada em habitações, abrigos e espaços públicos.

Detenção de activistas solidários com Palestina

João Oliveira, deputado do PCP no Parlamento Europeu, questionou o Conselho Europeu sobre a «violenta, arbitrária e ilegal detenção por Israel de activistas da solidariedade com o povo palestiniano, incluindo diversos cidadãos portugueses». Numa pergunta prioritária, apresentada logo no dia 1, o deputado lembra que, durante a noite de 29 de Abril, a flotilha “Global Sumud” foi atacada e interceptada por forças militares israelitas nas águas do Mediterrâneo, a cerca de 1000 quilómetros da Faixa de Gaza. Esta flotilha procurava entregar urgente ajuda humanitária à população, que «continua a sofrer o criminoso bloqueio imposto por Israel».

João Oliveira denuncia que este novo ataque militar israelita insere-se na «sistemática violação do direito internacional e prática de crimes por Israel, como o genocídio do povo palestiniano na Faixa de Gaza».

O deputado questionou se o Conselho Europeu vai condenar este ataque ilegal e que diligências está a realizar junto das autoridades israelitas para garantir a protecção dos direitos dos activistas detidos e a sua libertação imediata. Pretende também saber que medidas estão a ser implementadas para assegurar a urgente ajuda humanitária à população palestiniana na Faixa de Gaza. E interroga-se sobre «que outras ilegalidades e crimes levados a cabo por Israel serão necessários para decidir a suspensão do Acordo de Associação União Europeia-Israel».

O CPPC e o MPPM protestaram em comunicados contra mais este crime de Israel. O ataque e a intercepção levaram à detenção de activistas da solidariedade com a Palestina. Cerca de 175 foram desembarcados na ilha grega de Creta. Na segunda-feira, 4, continuavam detidos o brasileiro Thiago Ávila e o palestino-espanhol Saif Abukeshek, presos pelas forças atacantes e transferidos para a prisão de Shikma, na cidade de Ashkelon, em Israel.

 



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