Israel agride e ocupa o Líbano provocando morte, sofrimento e destruição
O balanço de vítimas pela brutal agressão militar de Israel contra o Líbano ascende já a 2586 mortos e 8020 feridos, informou o Ministério da Saúde libanês. Em Beirute, o Centro de Operações de Emergência precisou que estes números correspondem ao período entre 2 de Março e 30 de Abril.
O exército de ocupação israelita continua a bombardear, a destruir e a demolir totalmente aldeias libanesas no sul do país e ameaça continuar os seus ataques, aumentando o número de mortos e feridos entre a população.
A agressão militar israelita continua, não obstante estar em vigor um cessar-fogo de 10 dias, iniciado em 17 de Abril e estendido até 17 de Maio, mas que, segundo as autoridades libanesas, é violado quase diariamente por Israel.
Mais de 1,2 milhões de libaneses, o equivalente a uma quarta parte da população nacional libanesa – entre os quais 400 mil crianças – poderão sofrer falta de alimentos a partir das próximas semanas, segundo um relatório conjunto do Programa Mundial de Alimentos (PMA) e da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). O relatório adverte que os ataques israelitas apoiados pelos EUA empurraram a sociedade libanesa para níveis críticos de insegurança alimentar.
A campanha de destruição de infra-estruturas civis e de deslocação forçada de mais de um milhão de pessoas, desde o passado 2 de Março, provocaram um aumento da carência alimentar de parte da população libanesa em relação ao período anterior, quando 874 mil libaneses já enfrentavam dificuldades no acesso à alimentação.
Entretanto, contrariando a vontade expressa por diferentes forças de resistência libanesa e a maioria do parlamento libanês, o Presidente do Líbano manteve duas rondas de conversações com Israel, em Washington, nos dias 14 e 23 de Abril, intermediadas pelos EUA. A este propósito, o Partido Comunista Libanês (PCL) expressou a sua oposição a negociações directas com Israel e à mediação norte-americana, rejeitando que o seu país se sujeite às condições impostas pelo ocupante sionista e às pressões dos EUA. Os comunistas defendem a retirada incondicional das forças de ocupação e recusam o desarmamento da resistência. O PCL exorta ainda os libaneses a defenderem plenamente os seus direitos nacionais.
Recorde-se que Israel agride e ocupa ilegalmente territórios do Líbano há décadas, ocupação que pretende ampliar com a nova agressão militar.




