Não esquecer o massacre de Odessa

Assinalou-se no dia 2, sábado, 12 anos do massacre da Casa dos Sindicatos de Odessa, na Ucrânia. Nesse dia, em 2014, neonazis ucranianos atacaram, com a cumplicidade das autoridades golpistas, activistas que recolhiam assinaturas em defesa de um referendo sobre a federalização da Ucrânia e o reconhecimento do russo como língua oficial. Os activistas atacados procuraram abrigo na Casa dos Sindicatos, mas o prédio foi cercado e incendiado pelos bandos neonazis, cujos elementos seriam mais tarde integrados nas forças militares e policiais ucranianas. Foram confirmados oficialmente 48 mortos e mais de 240 feridos, mas o número de vítimas poderá ser superior.

O massacre de Odessa é um dos símbolos da violência política dos grupos neonazis ucranianos que perpetraram o golpe de Fevereiro, que derrubou o presidente eleito Viktor Ianokovitch e colocou no poder forças xenófobas e fascistas, responsáveis directos pelo desencadear da guerra na Ucrânia em 2014. O golpe foi preparado, instigado e apoiado pelos EUA e pela União Europeia. Entre as primeiras medidas do novo poder golpista contam-se a ofensiva antidemocrática contra partidos políticos, sobretudo o Partido Comunista da Ucrânia e o Partido das Regiões, e os ataques aos direitos dos ucranianos de língua e cultura russa, maioritários e com forte presença em várias regiões do país.

Os autores do massacre nunca foram julgados e condenados.

 



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