Continuam os crimes contra o povo palestiniano

A violência dos colonos e das forças israelitas na Cisjordânia continua a aumentar. Desde o início do ano, e até 15 de Março, 25 palestinianos tinham já sido assassinados por colonos e militares israelitas. Um dos recentes ataques verificou-se no domingo, perto de Nablus, quando 10 palestinianos foram feridos na sequência da invasão de aldeias palestinianas por colonos israelitas.

A agência de notícias palestiniana Wafa relata ataques na noite anterior em seis comunidades: Silat al Dahr e Fandaqumiya, próximas de Jenin; Jalud e Salfit, a sul de Nablus; e nas zonas agrícolas de Masafer Yatta e Vale do Jordão. Na sequência destes ataques, realizados em pleno feriado de Eid al-Fitr, que marca o fim do Ramadão muçulmano, casas e carros foram incendiados e pelo menos cinco pessoas ficaram feridas.

Já no fim-de-semana anterior, durante a madrugada, cerca de 30 colonos israelitas mascarados e armados invadiram uma propriedade em Humsa, no norte do Vale do Jordão, agredindo membros de uma família e activistas da solidariedade internacional com a Palestina que lá se encontravam. Uma das pessoas agredidas, que precisou de tratamento hospitalar, tem nacionalidade portuguesa.

O incremento da violência colonial sobre o povo palestiniano na Cisjordânia é levado a cabo no momento em que o governo israelita prossegue a construção de novos colonatos na Cisjordânia.

Entretanto, na Faixa de Gaza, Israel assassinou mais quatro palestinianos e feriu 10. Segundo as autoridades de Saúde do território, um dos ataques atingiu um veículo no campo de refugiados de Nuseirat, matando três polícias e ferindo outras 10 pessoas. Outro palestiniano foi morto na cidade de Gaza. Desde o cessar fogo, mais de 670 palestinianos da Faixa de Gaza foram assassinados por Israel.

No dia 17, a relatora especial das Nações Unidas para os territórios palestinianos ocupados, Francesca Albanese, divulgou um novo relatório, que enquadra a prática de tortura de palestinianos por Israel como uma «característica estrutural do genocídio israelita em curso e do apartheid colonial».

Solidariedade em Portugal

No dia 30, assinalando o Dia da Terra Palestina, o CPPC, a CGTP-IN, o MPPM e o Projecto Ruído promovem na Praça Luís de Camões, em Lisboa, pelas 18h00, a acção “Solidariedade com a Palestina! Pelo Fim ao genocídio! Pelo Fim à ocupação! Pela Paz no Médio Oriente e no Mundo!“

As organizações promotoras reafirmam a solidariedade com o povo palestiniano, a exigência do fim do genocídio e da ocupação por Israel, e da paz no Médio Oriente e no Mundo. Denunciam as centenas de milhares de palestinianos mortos e feridos, os milhões de desalojados, as zonas residenciais, hospitais, centros de saúde, escolas e instalações das Nações Unidas completamente destruídos. E recordam que o acordo de “cessar-fogo” não significou o fim da agressão israelita.

Na base da convocatória está também a necessidade de «recolocar a paz no centro da agenda mundial, reafirmar o primado dos princípios da carta da ONU e do direito internacional».

 



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