Reforçar a acção social para ter mais estudantes nas faculdades

O Parlamento discutiu, no dia 20, um projecto do PCP sobre acção social no ensino superior, rejeitado por PSD, CH, IL e CDS. «Ficou claro que, para os partidos da direita, os jovens não são um investimento, são uma despesa», considerou Paula Santos.

«Garantir a todos o direito à educação»

Na discussão das medidas de apoio no âmbito da acção social escolar (ASE) propostas pelos comunistas, quatro dias antes da manifestação de estudantes (ver págs. 18 e 19), a líder parlamentar lembrou como os custos de frequência do ensino superior têm impedido muitos de sequer pensar numa candidatura à faculdade. «Por isso, o PCP entendeu trazer uma iniciativa com o objectivo de reforçar a ASE, garantir a todos o direito à educação e assegurar a igualdade».

A iniciativa previa o alargamento dos critérios de atribuição de bolsa, abrangendo um número maior de estudantes, bem como o aumento dos valores deste apoio. Propunha-se, ainda, a subida do complemento de alojamento e que todos os deslocados tivessem um apoio mensal. «São medidas concretas que resolvem problemas concretos e permitem assegurar aos estudantes mais condições para frequentar e concluir os seus cursos».

No sentido de contribuir para a resolução do problema da falta de alojamento, que exige, para Paula Santos, «uma resposta efectiva», os comunistas deram entrada, no mesmo dia, a um projecto que prevê a criação de um programa de apoio à aquisição e requalificação das repúblicas e solares de estudantes de Coimbra.

 



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