Paulo Raimundo desmonta “coragem” de Montenegro
O pacote laboral foi o principal tema trazido para a mesa no debate quinzenal de dia 18. Paulo Raimundo indagou directamente o chefe de governo acerca da sua propalada «coragem» em manter uma proposta que irá «tornar a vida ainda mais difícil», particularmente entre os jovens e as mulheres. «Ser forte com os fracos e fraco com os poderosos […] é tudo menos coragem».
O Secretário-Geral questionou Luís Montenegro sobre as «oportunidades» que o Governo afirma virem ser abertas pelo pacote laboral. O dirigente comunista inquiriu, concretamente, se o primeiro-ministro seria «capaz de dizer, sem se rir», o que verdadeiramente irá ocorrer se o pacote laboral for aprovado: mais precariedade, mais trabalho não pago, mais instabilidade e mais insegurança.
«Essas são as razões pelas quais o vosso pacote laboral está rejeitado. Não perca mais tempo com negociatas para avançar com uma proposta que já está rejeitada», sublinhou. E concluiu: «Não pense que a vossa opção é mais forte que a luta e a unidade dos trabalhadores».
Que encerramentos se vão seguir?
Paulo Raimundo criticou duramente o processo de desmantelamento em curso do SNS, de que o encerramento das urgências no Barreiro e Vila Franca de Xira são apenas dois de muitos exemplos. «Que encerramentos se vão seguir? Médio Tejo? Caldas da Rainha? Aveiro?».
No entender do PCP, frisou, estas opções não só põem em risco um importante direito constitucional, à saúde, como poderão ter graves consequências para a vida das populações, designadamente para as grávidas e bebés.




