- Nº 2730 (2026/03/26)

Reforçar a acção social para ter mais estudantes nas faculdades

Assembleia da República

O Parlamento discutiu, no dia 20, um projecto do PCP sobre acção social no ensino superior, rejeitado por PSD, CH, IL e CDS. «Ficou claro que, para os partidos da direita, os jovens não são um investimento, são uma despesa», considerou Paula Santos.

Na discussão das medidas de apoio no âmbito da acção social escolar (ASE) propostas pelos comunistas, quatro dias antes da manifestação de estudantes (ver págs. 18 e 19), a líder parlamentar lembrou como os custos de frequência do ensino superior têm impedido muitos de sequer pensar numa candidatura à faculdade. «Por isso, o PCP entendeu trazer uma iniciativa com o objectivo de reforçar a ASE, garantir a todos o direito à educação e assegurar a igualdade».

A iniciativa previa o alargamento dos critérios de atribuição de bolsa, abrangendo um número maior de estudantes, bem como o aumento dos valores deste apoio. Propunha-se, ainda, a subida do complemento de alojamento e que todos os deslocados tivessem um apoio mensal. «São medidas concretas que resolvem problemas concretos e permitem assegurar aos estudantes mais condições para frequentar e concluir os seus cursos».

No sentido de contribuir para a resolução do problema da falta de alojamento, que exige, para Paula Santos, «uma resposta efectiva», os comunistas deram entrada, no mesmo dia, a um projecto que prevê a criação de um programa de apoio à aquisição e requalificação das repúblicas e solares de estudantes de Coimbra.