Não à guerra e ao agravar do custo de vida
O PCP está a desenvolver, por todo o País, uma acção de contacto junto dos trabalhadores e do povo português. Iniciada no dia 12, o objectivo é esclarecer sobre o brutal aumento dos preços, sobretudo nos combustíveis, agora, justificados de novo com a escalada da guerra.
Não à guerra, ao aumento dos preços, ao pacote laboral! Sim à paz, aos direitos, a melhores condições de vida!
A escalada da guerra e o militarismo aumentam. Semana após semana multiplicam-se as agressões dos EUA que, com a cumplicidade da UE, rasgam o direito internacional. Querem controlar territórios e os seus recursos naturais: petróleo, gás e alimentar o negócio das armas.
Ao mesmo tempo, em vez de defender a paz, o Governo do PSD e CDS envergonha o País e afronta a Constituição da República. Cúmplice com o genocídio na Palestina, o executivo abriu novamente as portas do território nacional à máquina de guerra estado-unidense.
Tudo isto tem consequências na morte e destruição de vidas humanas, mas também para o dia-a-dia do povo português. Apesar dos muitos milhões de euros de lucros, os grupos económicos querem aproveitar-se da guerra e da instabilidade internacional para continuarem a especular e acumular mais fortuna. A subida do preço dos combustíveis já aí está, e aproximam-se mais aumentos no gás, alimentos e prestações aos bancos.
Custo de vida estrangula portugueses
«É preciso dizer não à guerra e a novos pretextos para subir preços! Não podem ser os trabalhadores e o povo a pagar a factura das pretensões militares de Trump e companhia», lê-se no panfleto que foi distribuído por todo o País. Este novo aumento soma-se a um custo de vida que é já hoje insuportável para a maioria das famílias.
Para travar a deterioração da qualidade de vida, impõe-se:
• regular os preços dos combustíveis, do gás de botija (fixando-o em 20 euros), da electricidade e do gás, dos alimentos, dos spreads e comissões bancárias;
• aumentar salários e pensões, elemento indispensável para fazer frente ao custo de vida e valorizar quem trabalha ou trabalhou uma vida inteira.
Pacote laboral é último prego no caixão
O pacote laboral, se aprovado, confirmaria uma profunda desregulação na vida do povo: horários ainda mais desregulados, salários comprimidos, precariedade insuportável, despedimentos sem justa causa e tantas outras medidas danosas.
É impossível viver assim. Urge derrotar o pacote à medida dos patrões e o PCP afirma que os trabalhadores têm a força necessária para o fazer.




