PCP junto das populações a apelar à luta pelos direitos
Junto dos trabalhadores e das populações: é aqui o lugar do PCP, esclarecendo, mobilizando e dando alento à luta por direitos e condições de vida. Esta é também uma vertente fundamental da Resolução sobre reforço do Partido aprovada há dias pelo Comité Central.
A ligação das organizações do Partido à realidade que as rodeia é essencial
No dia 6, dia do seu 105.º aniversário, o Partido promoveu uma concentração na estação ferroviária do Pragal, em Almada, pela melhoria do transporte ferroviário entre Lisboa e Setúbal, assegurado pela Fertagus. Realizada ao final da tarde, quando eram já muitos os que regressavam a casa, a iniciativa teve forte impacto público.
A imagem escolhida para mobilizar para a acção resumia bem o que ali está em causa: um comboio transformado em lata de conservas e os passageiros em sardinhas. Ao aumento da procura (em grande medida graças à criação do passe social intermodal) e da frequência da ligação entre Setúbal e Lisboa, não correspondeu o reforço do serviço e o incremento do número de carruagens. A algumas horas a travessia é mesmo muito penosa, com os passageiros encavalitados em cima uns dos outros. O PCP exige que a empresa alargue o número de composições ou, em alternativa, que se abra aquela travessia à CP – a empresa concessionária e o Governo rejeitam estas soluções e não propõem nada em alternativa, o que representa um profundo desrespeito pelas populações e pelo seu direito à mobilidade.
Na concentração intervieram Luís Palma, da Comissão Concelhia de Almada do PCP e vereador da CDU na Câmara Municipal, os presidentes da Junta de Freguesia de Corroios e da Câmara Municipal do Seixal, Hugo Constantino e Paulo Silva, respectivamente, e ainda Paula Santos, membro da Comissão Política e presidente do Grupo Parlamentar do PCP, Paula Santos.
Na Madeira por horários dignos
No dia 10, no centro do Funchal, o PCP realizou uma acção de contacto com a população para denunciar a intenção do Governo PSD/CDS de desregular ainda mais os horários de trabalho, retirando direitos, estabilidade e previsibilidade à vida familiar e pessoal de quem vive do seu trabalho.
Durante a iniciativa, o dirigente do PCP Ricardo Lume alertou para o facto de a desregulação dos horários de trabalho ser já hoje um dos principais problema enfrentados por milhares de trabalhadores: «São cada vez mais os trabalhadores tratados como máquinas, sem vida pessoal, sem tempo para a família e sem direito ao descanso.» Sobre o banco de horas, denunciou a intenção de «substituir o pagamento de horas extraordinárias por tempo». Porém, quando um trabalhador vai «pagar as suas contas ou fazer compras no supermercado, paga em dinheiro e não em tempo».
Em acções semelhantes, realizadas anteriormente, o PCP defendera um subsídio de mobilidade justo aos residentes das Regiões Autónomas. A proposta, levada à Assembleia da República pelo Partido, foi rejeitada por PSD, IL, Chega e PS, que optaram por manter um processo burocrático que desresponsabiliza as companhias aéreas e transforma o acesso ao subsídio num verdadeiro calvário para os residentes.




