Mantém-se a luta na Nobre

Por falta de resposta patronal, a ir ao encontro das suas reivindicações, os trabalhadores da Nobre Alimentação fizeram greve, no dia 9, pela 26.ª vez desde 2023.

Um dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB) referiu à agência Lusa que, nesse mesmo dia, numa reunião que antecipou uma próxima sessão na DGERT (Ministério do Trabalho), a administração comunicou que não irá alterar a sua posição. Diogo Lopes adiantou que, em plenário, os trabalhadores iriam analisar próximas formas de luta.

Ao publicar algumas imagens de uma concentração, durante a greve, no exterior da fábrica, em Rio Maior, o sindicato da FESAHT/CGTP-IN realçou a resistência e a abnegação dos trabalhadores, com «ressonância na administração do Grupo SIGMA, em Espanha».

Perante ameaças patronais de deslocalizar a produção para o país vizinho, o SINTAB observou que «isso constituiria uma situação ilegal de lock-out» e «aumentaria consideravelmente o custo de produção», uma vez que «os trabalhadores espanhóis não ganham tão pouco, quanto os portugueses».

A Direcção da Organização Regional de Santarém do PCP emitiu, nessa quinta-feira, uma nota de imprensa, expressando «a mais profunda solidariedade» aos trabalhadores e acusando a administração da Nobre de «elevar o nível de confrontação e desrespeito por quem produz a riqueza».

 



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