Lutar para avançar
«Derrotar o pacote laboral não chega, é preciso avançar», lia-se num cartaz, empunhado bem alto por um dos trabalhadores, na manifestação que saiu da Praça do Marquês de Pombal e percorreu o coração do Porto, até lotar a Praça D. João I.
Ao ritmo de palavras de ordem, como «O pacote laboral é retrocesso social» e «O pacote laboral só interessa ao capital», a Rua de Santa Catarina foi conquistada pelos manifestantes que quiseram dizer ao Governo que não vão permitir as alterações à legislação do trabalho: «Não vamos desistir, o pacote é para cair!»
Na Praça D. João I, o coordenador da União dos Sindicatos do Porto avisou que apenas foi dado um primeiro passo. «Retirem esta proposta de cima da mesa, não há alternativa», reforçou Filipe Pereira, que também é membro da Comissão Executiva do Conselho Nacional da CGTP-IN. Alertou para a obrigação histórica de defender e conquistar direitos.
Deixou claro o caminho, que não sofre desvios. «Aqui estamos nós em luta. Estamos em luta, como temos estado sempre, pela melhoria das nossas vidas. Como temos estado nas empresas, nos locais de trabalho, nos serviços. Lutando palmo a palmo pelos aumentos salariais, pela melhoria das condições de vida do nosso povo. Lutando contra todos os atropelos com que tentam agredir quem trabalha», referiu.
Do lado dos jovens, com forte presença na manifestação, também foi dado um sonoro «Não!» ao pacote laboral. «Não aceitaremos este retrocesso. Não abandonaremos a luta pelo trabalho estável e com direitos, com salários dignos e com tempo para viver. Chamamos todos os jovens, todos os trabalhadores e todos aqueles que aspiram a um Portugal melhor, a travar, lado a lado, connosco, esta luta tão importante», disse Beatriz Pinto, que tomou a palavra em nome da Interjovem.




