Na Madeira e nos Açores

As estruturas da CGTP-IN nas regiões autónomas associaram-se à jornada nacional de luta e aos seus objectivos.

Em Ponta Delgada, no dia 19, realizou-se um plenário de sindicatos, seguido de marcha até ao Palácio de Sant’Ana, para entregar um documento reivindicativo ao Governo Regional dos Açores.

No Funchal, também na sexta-feira, foi realizado um «buzinão», em caravana automóvel, desde o Estádio dos Barreiros, até à Avenida do Mar. Um grupo de dirigentes explicou aos jornalistas o motivo do protesto, assegurando que vão acompanhar as formas de luta que a confederação decidir.



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Muitos milhares em Lisboa e no Porto rejeitaram nas ruas o pacote laboral

Na jornada nacional de luta contra o pacote laboral do Governo e do patronato, convocada pela CGTP-IN para dia 20, sábado, e concretizada com manifestações no Porto e em Lisboa, muitos milhares de pessoas vieram para as ruas. Trabalhadores de praticamente todos os sectores, organizados nos seus sindicatos de classe, afirmaram a determinação de prosseguir e alargar a luta contra este grave ataque a direitos conquistados e consignados na contratação colectiva, na lei e na Constituição.

«Não vamos desistir!»

Perto das 16h30, a chegada da cabeça da manifestação aos Restauradores foi saudada do palco, com a informação de que os últimos manifestantes estavam então a começar a descer a Avenida da Liberdade. Durante a tarde, neste percurso, milhares de trabalhadores gritaram que «Não vamos desistir, o pacote é p’ra cair». Na...

Lutar para avançar

«Derrotar o pacote laboral não chega, é preciso avançar», lia-se num cartaz, empunhado bem alto por um dos trabalhadores, na manifestação que saiu da Praça do Marquês de Pombal e percorreu o coração do Porto, até lotar a Praça D. João I. Ao ritmo de palavras de ordem, como «O pacote laboral é retrocesso social» e «O...

«É para rejeitar todo!»

Para o Secretário-Geral do PCP, «este pacote laboral não tem jeito nenhum, é para rejeitar todo». Em declarações aos jornalistas, durante a manifestação em Lisboa, Paulo Raimundo recusou «dizer que há uma peça muito má e outras menos más», pois esta «foi a táctica do Governo, quando avançou, de forma escandalosa, com...

«Todas as razões»

António Filipe, candidato a Presidente da República, esteve presente na manifestação, em Lisboa, declarando-se solidário com os trabalhadores, que «estão na linha da frente das minhas preocupações». Com a economia portuguesa assente em salários baixos e uma legislação laboral que não protege minimamente os trabalhadores,...