«É para rejeitar todo!»

Para o Secretário-Geral do PCP, «este pacote laboral não tem jeito nenhum, é para rejeitar todo». Em declarações aos jornalistas, durante a manifestação em Lisboa, Paulo Raimundo recusou «dizer que há uma peça muito má e outras menos más», pois esta «foi a táctica do Governo, quando avançou, de forma escandalosa, com aquelas propostas inaceitáveis sobre a amamentação e depois, tacticamente, “recuou”, como se o resto fosse tudo bom».

«É inadmissível» que o Governo «queira mais precariedade, queira a brutal desregulação da vida das pessoas, queira desregular ainda mais os horários, mais tempo de trabalho, queira ter a pouca vergonha de tentar introduzir o despedimento sem justa causa», protestou.

A jornada da CGTP-IN, «perante um ataque brutal», constituiu «uma grande resposta» e revelou «uma grande determinação» para a luta que vai continuar. Paulo Raimundo salientou que há «condições para derrubar esses objectivos do Governo e de todos os partidos que suportam esta política, nomeadamente o Chega e a Iniciativa Liberal, e, claro o grande sonho patronal para tentar aumentar a exploração».

Face a este «pacote da exploração», o dirigente comunista afirmou que «os trabalhadores não precisam de mais exploração, de mais horas de trabalho, de mais precariedade» e contrapôs: «Precisam é de mais salários, melhores condições de trabalho, reconhecimento dos seus direitos, mais tempo para viver».

Com o Secretário-Geral, integraram a delegação do PCP os membros dos organismos executivos do Comité Central do Partido: Francisco Lopes, João Ferreira, João Oliveira (deputado no Parlamento Europeu), Jorge Pires, Margarida Botelho e Paula Santos (deputada e presidente do Grupo Parlamentar comunista).



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