Ganhar na Moita e devolver qualidade de vida à população

João Pedro Figueiredo, candidato da CDU à presidência da Câmara Municipal da Moita, e Vivina Nunes, vereadora e primeira candidata da CDU à Assembleia Municipal, afirmaram ao Avante! que os últimos quatro anos de governação do PS foram um retrocesso para o concelho.

«Acreditamos que é possível melhorar a vida no concelho»


«Estes quatro anos foram muito difíceis. A gestão do PS foi marcada por tentativas constantes de denegrir o trabalho realizado pela CDU, que esteve sempre à frente dos destinos do concelho desde o 25 de Abril», disse Vivina Nunes, salientando que o executivo se limitou a remeter-se para o passado e não apresentou qualquer visão de futuro. «As grandes obras em curso foram lançadas pela CDU – como o Centro de Recolha Oficial de Animais Errantes, a pista de atletismo, a piscina da Moita ou arruamentos – mas muitas foram descabimentadas pelo PS e acabaram concretizadas com novos empréstimos, quando já estavam cabimentadas», acrescentou.

Na área financeira, a vereadora destacou a deterioração das contas municipais: «Deixámos a Câmara com liquidez e apenas um empréstimo em vigor, e agora encontramos défices de milhões de euros. A relação com a população deteriorou-se, houve agressividade e falta de respostas, e até intimidação a trabalhadores». João Pedro Figueiredo deu conta de outras situações estranhas, como trabalhadores externos a conduzir veículos do município na recolha de resíduos.

Retrocesso

Sobre o actual mandato, Vivina Nunes salientou que apesar da CDU ter quatro vereadores, o PS tinha o mesmo número e contava com um do Chega, depois independente, e que muitas decisões polémicas passaram sempre com o voto de qualidade do presidente. «Foi um retrocesso. O PS fez muita festa, mas falhou no essencial: limpeza, habitação e qualidade de vida. Não se viu projecto, as coisas surgiam avulsas, sem linha orientadora. Ao contrário da CDU, que tem projecto nacional, regional e local», afirmou. João Figueiredo, acrescentou que, na Assembleia Municipal, a CDU apresentou propostas, mas o executivo raramente respondeu e atribuiu sempre a culpa aos serviços. «Nota-se falta de capacidade política. Nestes quatro anos, o ritmo do concelho foi ditado pelas queixas nas redes sociais», disse.

Sobre promessas não cumpridas do PS, o candidato apontou vários exemplos: a ampliação da piscina recreativa do Parque José Afonso acabou contratada a privados; o pavilhão da Escola Secundária do Vale da Amoreira nunca avançou; o arranjo do Parque das Salinas ficou por fazer. «Este concelho é polinucleado e há falta de cuidado e limpeza em todo o território», afirmou. Nos transportes, houve avanços com os Transportes Metropolitanos de Lisboa, resultado de trabalho anterior da CDU e do PCP, mas continuam a ser insuficientes, e na CP persistem falhas constantes. Na saúde, a situação agravou-se, disse Viviana Nunes, recordando que o financiamento do novo Centro de Saúde da Baixa da Banheira, “negociado” pela CDU, atrasou-se devido a problemas do empreiteiro e à demora do PS em lançar novo concurso. «Hoje temos um centro de saúde novo, mas sem médicos, e mais de 50% da população continua sem médico de família. A Câmara tem obrigação de reivindicar, mas não o fez», afirmou.

A CDU promete continuar a lutar pelos utentes, especialmente pelo Hospital do Barreiro, e critica cedências a privados para construção de equipamentos de saúde.

João Figueiredo classificou, por seu lado, como «sabotagem» a saída da Moita da Associação de Municípios da Região de Setúbal, destacando a importância da cooperação regional. «Esta governação do PS destruiu um trabalho que tinha sido construído com esforço», afirmou Nunes, salientando que o trabalho regional é fundamental em diversas áreas, nomeadamente em saúde, acção social e educação.

Futuro

Para os próximos quatro anos, a CDU quer valorizar os trabalhadores, reorganizar a Câmara e investir em infra-estruturas concretas, como asfaltamentos e saneamento. João Figueiredo afirmou que o PS gastou milhares de euros em trabalhos avulsos, sem continuidade, e que agora é preciso recuperar, por exemplo, a manutenção das ETAR e redes de água e esgotos. «A Moita está no centro da Península de Setúbal, mas tem pouca actividade industrial. É preciso criar condições para atrair empresas e gerar emprego local, evitando deslocações de duas horas para Lisboa», salientou.

A proteção da zona ribeirinha, a valorização das tradições locais e a navegabilidade do Tejo são outras prioridades, assim como a cultura. João Figueiredo lembrou projetos como a Casa da Fotografia Guilherme Silva, enquanto Viviana Nunes afirmou que o próximo executivo, da CDU, dará especial atenção às coletividades de cultura e recreio, envolvendo a população de forma activa.

Quanto às listas eleitorais, o candidato destacou que a equipa da Câmara é jovem, diversificada e com experiência profissional e pessoal variada, pronta para enfrentar os desafios do concelho. Na Assembleia Municipal, a experiência acumulada complementa a equipa, garantiu Viviana Nunes. «O projecto da CDU assenta no contributo colectivo e na diversidade de conhecimentos e vivências», disse.

«Estamos prontos para que as pessoas possam viver melhor na nossa terra. Queremos ganhar a Câmara, a Assembleia e as juntas, porque acreditamos que é possível melhorar a vida no concelho da Moita. Esse é o nosso propósito e a razão da nossa candidatura», concluiu João Pedro Figueiredo.

 



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