Boidobra e Meruge são exemplo do bom trabalho da CDU

Sobre a desertificação do Interior e o abandono legado às suas populações pela política de sucessivos governo PSD, CDS e PS, já muito se disse e já muito se escreveu. Cabe-nos não só pensar como solucionar esse problema (como tantos outros), mas, também, olhar para os bons exemplos de gestão autárquica, em freguesias lideradas pela CDU, que, não podendo desenlaçar o “nó” da questão, podem ajudar. E ajudam.

Na CDU não há espaço para qualquer tipo de conformação

Falámos com os actuais presidentes das juntas de freguesia de Boidobra, na Covilhã, e de Meruge, em Oliveira do Hospital – respectivamente, distritos de Castelo Branco e de Coimbra.

Duas realidades diferentes, mas que têm em comum, além de serem localidades no Interior, a boa gestão PCP-PEV que, apesar de todas as adversidades, assegura o melhor para as suas populações.

Obra com futuro em Boidobra

A freguesia de Boidobra, na Covilhã, é liderada pela CDU desde 1989 e é exemplo daquilo que muito trabalho pode alcançar. Marco Gabriel contou ao Avante! o caminho que vem sendo trilhado numa das mais jovens freguesias do distrito beirão.

Boidobra é um caso particular face à maioria das freguesias do Interior. Isto assim é, pois, graças ao crescimento da urbanização de Alâmpada a população duplicou entre os últimos anos da década de oitenta e o início do século, período que coincidiu com os primeiros anos da CDU à frente da Junta.

Esta chegada veio com desafios, como a «necessidade de dar maior qualidade de vida» às pessoas que assentavam na vila, «criando e expandido os serviços» e «garantido a inclusão daqueles que iam chegando». «A criação da associação Beira Serra e o contacto com o movimento associativo foram essenciais para estes primeiros passos».

Já com alguma estabilização na população, por volta de 2000, o executivo camarário do PSD tinha um difícil relacionamento com a Junta de Freguesia de Boidobra, que é agora a quarta maior do concelho, tendo a Câmara Municipal adiado «intervenções a nível de acessibilidades, espaços públicos e zonas de lazer». Apesar disso, o trabalho nunca parou. «Foi possível promover o património com a criação de um grande parque de lazer – Parque do Duppigheim - reconhecido pela sua relação com a natureza.»

Aos dias de hoje, a Junta tem um quadro de pessoal «capaz de dar resposta» às exigências e continua a alargar o seu leque de intervenção, seja a nível de serviços, como a limpeza e os espaços verdes, seja na relação com o movimento associativo.

Mais recentemente, destaca-se a «criação da IPSS e o projecto de requalificação da escola». Neste último, a participação dos alunos e pais no processo levou a uma grande valorização do papel do associativismo, impulsionando a formação da nova associação de pais.

Liderar pelo exemplo

Na CDU não há espaço para qualquer tipo de conformação face às dificuldades. Foi assim que, face às limitações orçamentais que as juntas de freguesia estão sujeitas, a Junta de Boidobra liderou um processo que resultou num documento assinado por 21 das 22 freguesias do concelho, em que são apresentadas um conjunto de reivindicações à Câmara.

Num amplo esforço de convergência e diálogo com juntas muito diferentes, foi a CDU que deu o impulso que viria a garantir o aumento da capacidade operacional. Com este acordo, «conseguimos que as transferências correntes da Câmara para as juntas passassem de 700 mil euros para os um milhão e 500 mil euros».

Continuar a desenvolver Meruge

Numa área quase completamente “isolada”, a CDU conta com mais de 20 anos de intervenção em Meruge, João Abreu, actual presidente da Junta e recandidato ao cargo, considera não haver “segredo” para a Coligação: «Foi só colocar em prática os princípios da CDU – proximidade permanente junto da população». Isto, sublinhou, num quadro onde muitos eleitos da Coligação asseguram essa proximidade participando activamente no movimento associativo.

Trabalho realizado

Apesar de considerar que o «executivo municipal não [lhes] facilita a vida», o balanço do mandato «é francamente positivo», havendo muito que destacar, nomeadamente a continuidade dada ao Projecto de Desenvolvimento Integrado, com o qual se “rasgou” «novos caminhos florestais em zonas até aí isoladas». Além deste, sublinhou a importância de obras como Centro Social Comunitário (com lar), o calcetamento e iluminação do Bairro Novo, a regeneração do Bairro do Canto, a construção da zona de lazer junto ao Polidesportivo de Nogueirinha e do Logadouro, a instalação de um Parque Aventura nas Entre-as-Águas ou a realização anual da Feira do Porco e do Enchido e outros eventos.

O autarca salientou, ainda, que, apesar de todo este trabalho, as contas da Junta estão de “boa saúde”: «Não guardamos dinheiro para fazer “obra em fim de mandato”. Respondemos às solicitações diárias e mantemos sempre uma “reserva estratégica”».

O que falta fazer?

A esta pergunta, salientou, desde logo, a cobertura total de saneamento, numa freguesia onde «mais de 20 por cento do edificado ainda não tem ligação ao tratamento dos efluentes domésticos».

Além disso, destacou outras necessidades: o alcatroamento e encaminhamento de águas nas variantes da Igreja e Sol Nascente; a regeneração do Parque de S. Bartolomeu; o alcatroamento de novos caminhos; a classificação da Lage Grande como património natural; e a instalação de uma caixa multibanco.

João Abreu, que considera que não se sente uma efectiva descentralização do poder da parte da Câmara, acha-se, no entanto, esperançoso: «Há ainda muitos planos! Ou não trabalhássemos nós sobre o nosso Plano de Desenvolvimento Estratégico desde 1998».

 



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