Acção em Lisboa pelo fim dos voos nocturnos

No sábado, 13, a Plataforma «Aeroporto Fora, Lisboa Melhora» assinalou no Bairro Azul, em Lisboa, o Dia Internacional pela Proibição dos Voos Nocturnos, com uma acção de sensibilização e recolha de assinaturas da petição «Direito ao sono – Pelo fim dos voos nocturnos no Aeroporto Humberto Delgado».

A iniciativa decorreu junto ao Corte Inglês e contou com a participação de vários cidadãos que se juntaram ao protesto, reforçando as mais de 2500 assinaturas até ali recolhidas em papel e online (https://peticaopublica.com/?pi=PT114394#google_vignette).

A petição, dirigida ao Presidente da Assembleia da República e ao Governo, denuncia que Lisboa é a única capital europeia onde um grande aeroporto internacional funciona no coração da cidade, afectando diariamente mais de 200 mil habitantes. São em média 600 voos por dia, mais de 200 mil por ano, incluindo mais de 20 mil durante o período nocturno, com aviões a sobrevoarem a cidade a cada dois minutos e meio.

Os signatários sublinham que, ao contrário de Lisboa, outros aeroportos europeus com potencial de afectação populacional semelhante ou inferior encerram durante a noite, salvo excepções e emergências. Actualmente, são permitidos 26 voos nocturnos por dia no Aeroporto Humberto Delgado, número que é frequentemente ultrapassado, com graves consequências para a saúde e o descanso da população.

Restrições significativas
Recorde-se que, em vários aeroportos europeus, existem restrições significativas que asseguram períodos de silêncio. Em Düsseldorf, por exemplo, os voos estão suspensos entre as 22h00 e as 6h00; em Zurique, a interdição nocturna vigora desde 2010; e em Schiphol, Amesterdão, estão previstas novas medidas de limitação após forte pressão popular. Também em Roma, no aeroporto de Ciampino, foi imposto um limite de 65 voos diários desde 2021, enquanto em Leeds, no Reino Unido, há restrições entre as 23h00 e as 7h00.

A Plataforma reafirmou que é «impreterível e inadiável» acabar com os voos nocturnos em Lisboa. «Trata-se de um brutal impacto na vida das pessoas, que têm o direito básico ao descanso e à saúde», afirmaram os promotores.

 



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