Uma presidência pelo trabalho e a educação

A campanha de António Filipe prossegue em força, seja em momentos de contacto e esclarecimento, seja nas ruas, junto de quem luta. O carácter diferenciador desta candidatura continua a afirmar-se, independentemente dos concorrentes.

Acreditar que há uma alternativa e ajudar a construí-la

António Filipe continua a somar apoios e simpatias na sua campanha à Presidência da República. Na sexta-feira, numa visita à Associação Conquistas da Revolução, aproveitou para se dirigir a «todos os cidadãos e todos os democratas», como um candidato que se afirma «pela positiva» e pelo retomar dos trilhos de Abril, independentemente de quem surja na corrida.

Numa concentração contra o pacote laboral, atacou o Governo, denunciando o plano do mesmo para transformar o direito do trabalho, criado para proteger quem trabalha, «num ramo para atacar os trabalhadores».

Já na segunda-feira, iniciou o contacto com as confissões religiosas mais representadas no País, ao reunir com Dom José Ornelas, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa. Contacto que prosseguirá, já na próxima segunda-feira, com uma reunião com a direcção da Comunidade Islâmica de Lisboa.

Uma escola diferente
Numa conversa com o poeta e professor António Cortez, publicada integralmente no Youtube, o candidato e o intelectual discutiram as questões da educação, desde os problemas concretos e imediatos, até à visão de fundo que se exige para a sua transformação. O professor frisou a importância de somar a palavra cultura à educação, construindo um ensino «com professores com uma visão cultural da escola», combatendo assim também a «proletarizarão da profissão docente». António Filipe, por sua vez, lembrou a importância de não analisar os problemas de forma separada - «este ano lectivo insere-se num País, um País com muitos problemas na educação, na cultura e num momento muito complexo». Apesar dos tempos sombrios, o candidato afirmou que «temos de acreditar que há uma alternativa e ajudar a construí-la».

 



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