Investimentos são sinónimo de progresso com a CDU em Sesimbra
«Nos últimos anos tivemos um volume de investimento, diria, quase ímpar na história da democracia, particularmente das autarquias locais pós-25 de Abril, que resultou, obviamente, de um conjunto de oportunidades». A frase é de Francisco Jesus, candidato da CDU à presidência da Câmara Municipal de Sesimbra (CMS), em entrevista ao Avante!.
«As pessoas reconhecem o trabalho distintivo da CDU»
Há poucos concelhos no País que tenham vivido uma realidade semelhante à de Sesimbra: de presidência FEPU/APU/CDU desde 1976, passou, em 1997, para a gestão do PS, que governou por dois mandatos, tempo que demorou para os sesimbrenses perceberem qual a força política que realmente consegue dirigir os destinos da autarquia. Em 2005, a CDU voltou a assumir a presidência da CMS, primeiro com o falecido Augusto Pólvora, agora com Francisco Jesus.
Foi à descoberta do porquê desta longeva gestão CDU que o Avante! foi falar com o candidato. Perguntámos «qual o “segredo”?». O autarca, sorridente, respondeu-nos, mas não sem deixar uma ideia de antemão: «As pessoas reconhecem o trabalho distintivo da CDU».
91 milhões
É este o valor do orçamento municipal aprovado para 2025, o mais alto de sempre. Porquê? Francisco Jesus responde: «Nos últimos anos tivemos um volume de investimento, diria, quase ímpar na história da democracia, particularmente das autarquias locais pós-25 de Abril, que resultou, obviamente, de um conjunto de oportunidades».
E as oportunidades revelaram-se muitas e diversificadas. Em termos de obras estruturantes, somam-se vários exemplos: a nova secundária da Quinta do Conde; o alagamento da Escola Navegador Rodrigues Soromenho; a nova unidade de saúde da Quinta do Conde; o novo palácio da justiça; o novo reservatório para abastecimento público de água no Cabeço do Melão; a requalificação da Marginal de Sesimbra (com reordenação das zonas de esplanada, reordenamento do estacionamento e a primazia da circulação pedonal); a entrega, em 2024, de 20 fogos de habitação pública (com 90 em construção); o Passadiço 11 de Abril de 1900, que liga a vila ao Porto de Abrigo; e o edifício polivalente (com auditório e cafetaria) no Parque Augusto Pólvora.
Além destas, são de destacar obras para a melhoria dos serviços públicos e a ligação às pessoas, como o novo posto de atendimento do Balcão Único de Serviços em Alfarim e a nova Loja do Cidadão da Quinta do Conde.
Em todo o território
A aposta nas freguesias fora do centro do concelho pode ser vista no caso da Quinta do Conde, freguesia que, durante anos, precisou de diversas infra-estruturas (esgotos, estradas, passeios…) que, hoje, permitem avançar para equipamentos como o auditório ou a biblioteca.
Também é o caso do Castelo, que é alvo de um avultado programa de pavimentações.
Por falar em contas…
Outra das marcas do executivo é a saúde financeira, com contas equilibradas e uma boa capacidade de endividamento. No entanto, e como notou, a CMS tem sigo obrigada a assumir diversas competências que, no seu entender, deveriam ser responsabilidade do Estado central (como na saúde e educação), representando a perda da universalidade destes serviços e mais encargos para o orçamento municipal.
«Temos um défice entre o que foi transferido pelo Governo e o que gastámos em matérias objecto de transferência de responsabilidades na ordem dos cinco milhões», assinalou.
No entanto, e dada a saúde financeira da autarquia, este acréscimo de encargos não impediu a autarquia de, por exemplo, aplicar um benefício fiscal no IMI a quem tenha residência própria permanente no concelho, tornando mais justo um imposto que é “cego”.
E o “segredo”?
Pode ser a alma do negócio, mas Francisco Jesus é claro quanto à sua natureza. Não é obra do acaso décadas inteiras à frente dos destinos de um município, e o autarca sabe-o quando afirma que, com a CDU, ao contrário de outras forças políticas, «há, de facto, um projecto autárquico que é distintivo, de proximidade com as pessoas e de honestidade. […] Não fazemos falsas promessas, não somos messias, não prometemos o paraíso».
O que é certo, e o que levamos desta entrevista, é que o “segredo” não é um, são muitos, e todos eles – da mais estrutural obra do concelho à pedra da calçada – compõem o mosaico das razões pelas quais Sesimbra continua a ser pintada com as cores da CDU.
Ambiente
Além da candidatura a reserva da biosfera da UNESCO, a Arrábida é um dos ex-líbris do concelho, com a CMS a trabalhar para a implementação de um centro de interpretação que pretende estreitar a ligação da comunidade à serra (abrindo, inclusive, novas possibilidades na área do turismo sustentável).
A CMS também reforçou os espaços verdes (parques da Quinta do Texugo e da Vila Amália), abriu o Centro de Actividades Ambientais e Desportivas da Lagoa de Albufeira, aprovou o Plano de Mobilidade Urbana Sustentável da Quinta do Conde e apostou na limpeza urbana e na recolha de biorresíduos (quatro pontos REMOVE, recolha porta-a-porta e compostagem doméstica).
Cultura
A cultura, que representa mais de cinco por cento do orçamento municipal, é outra das prioridades da CMS, passando, segundo o autarca, pela reabilitação do património (caso do Museu Municipal, que congrega espaços como a Pedreira do Avelino e a Moagem de Sampaio, e da restauração da Capela de S. Sebastião), pela participação das populações na concepção e na fruição das actividades culturais, e por eventos como o carnaval.
Também passa pelo apoio ao movimento associativo – que não se esgota na área cultural, envolvendo, por exemplo, o desporto.
Juventude
Ao contrário de outros concelhos, Sesimbra não tem um conselho municipal da juventude, apostando num modelo de Fórum Local da Juventude, aberto a todos os jovens, e que actua (em reuniões mais gerais ou por freguesia ou área de actividade) na concepção de propostas ao município. Aqui “nasceu”, por exemplo, a ideia dos dois espaços de coworking no concelho (no Spot Jovem do Castelo e na Biblioteca Municipal).




