CDU é a alternativa em Almada e no Crato
O final da semana passada foi marcado por duas importantes iniciativas da CDU: no dia 22, um comício em Almada; no dia 24, um almoço-comício no Crato. Ambas contaram com Paulo Raimundo.
«Gente de trabalho, honesta e competente»
Lusa
«Força da cultura, do desporto, do associativismo, do ambiente, da paz, da solidariedade, que coloca as crianças e os idosos no centro da sua política». Foi com estas palavras que, no Crato, o Secretário-Geral descreveu a CDU.
As mesmas palavras poderiam ter sido utilizadas em Almada, onde o dirigente comunista sublinhou que é a Coligação PCP-PEV, e não qualquer outra força política, a única alternativa à «desastrosa gestão PS». Por isso, frisou, «façamos tudo para que as novas gerações […] voltem a ser construtoras da sua terra», tal como, lembrou, o foram as gerações almadenses durante quatro décadas de gestão CDU.
Na vila alentejana, o apelo foi outro, mas tão importante quanto este: que todos os que tenham «vontade de intervir, agir, participar e levar por diante uma vida melhor», e sejam «gente de trabalho, honesta e competente», somem as suas forças àquela que é a sua força, a CDU.
As intervenções nos dois concelhos abordaram, ainda, temas como o pacote laboral, os incêndios e o fim do Plano Nacional de Leitura e da rede de bibliotecas escolares.
Com Luís Palma, agora Almada!
Mais de duas centenas de pessoas no comício em Almada, iniciativa carregada de confiança de que o concelho, como destacou Luís Palma, candidato a presidente da câmara, «não pode continuar a ser aquilo a que o PS o votou». «Almada tem de recuperar os belos tempos que vivemos aqui, com os quais crescemos», afirmou.
«A CDU compromete-se com uma gestão competente, inclusiva, transparente e de proximidade, que dará garantias de que Almada será um concelho próspero», assinalou, referindo diversas propostas do projecto PCP-PEV, de que se destaca o reforço dos serviços municipais e o respeito pelos seus trabalhadores.
Luís Palma sublinhou, ainda, propostas como a instalação de novos parques infantis, a reabilitação do parque habitacional municipal, a revisão do regulamento do estacionamento tarifado e a criação de novos parques dissuasores que reduzam o trânsito nas cidades.
O candidato sublinhou, ainda, medidas como a construção de novos jardins de infância e primárias, o desenvolvimento de mais espaços culturais, a promoção de um fórum municipal de cultura (onde agentes culturais e eleitos trabalhem em conjunto na definição das políticas municipais de cultura), a valorização de sítios arqueológicos como a Quinta do Almaraz, a criação de um plano municipal e de contratos-programa com associações desportivas, a revisão do regulamento de apoios ao movimento associativo.
Isto, frisou, a par da requalificação dos estabelecimentos de saúde, da luta em defesa do Hospital Garcia de Horta, a solução de questões relacionadas com os bairros do Segundo Torrão e da Penajóia, a construção de lares e centros de dia, e a aposta no desenvolvimento económico (envolvendo, por exemplo, a construção de portos de pesca e de um mercado abastecedor).
O comício foi apresentado por Marianela Valverde, mandatária concelhia, que anunciou os nomes de todos os candidatos à Assembleia e à Câmara Municipal.
Alto Alentejo conta com a CDU
Num almoço em que as mesas inicialmente pensadas foram insuficientes para sentar os mais de 250 activistas e apoiantes da CDU, no Salão dos Bombeiros Voluntários do Crato, o mandatário distrital, Fernando Carmosino, anunciou que a CDU havia entregado listas para todos os órgãos autárquicos dos 15 municípios do distrito, assim como para todas as 72 assembleias de freguesia. Feito irreplicável pelas demais forças políticas.
São mais de 1000 candidatos, com cada vez maior participação de jovens e mulheres, que darão a cara pela força da alternativa que lidera dois dos 15 municípios do distrito, assim como 14 das freguesias.
Num distrito «tão frustrado» pela ausência de políticas que combatam a desertificação e invistam no Interior, e mesmo num quadro «extremamente complexo» de incremente da ofensiva, a coligação que une comunistas, ecologistas e muitos independentes, continua a ser voz de esperança pela defesa do SNS, a reposição das freguesias e a municipalização da água – algo que fica claro quando vemos que apenas Avis e Monforte, municípios presididos pela CDU, mantêm a água pública.
Também os projectos estruturantes para o distrito terão, na CDU, uma voz intransponível na sua defesa. Da «ferrovia à rodovia», passando pela barragem do Pisão e a conclusão do IC3, só dando vida e condições ao Interior podemos construir um País mais justo e democrático.
Visita aos bombeiros
Momentos antes do início do almoço, uma comitiva da CDU, encabeçada por Paulo Raimundo, visitou as instalações da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários do Crato.
Após a visita, João Martins, candidato da CDU e ex-dirigente dos Bombeiros Voluntários de Alter do Chão, relatou alguns dos problemas levantados, como as «enormes dificuldades financeiras», a «falta de efectivos» e as disparidades entre os orçamentos das corporações e o equipamento que têm de adquirir e garantir a manutenção.




