PCP apresenta linhas estratégicas para enfrentar a crise habitacional em Lisboa
Os vereadores do PCP na Câmara Municipal de Lisboa (CML) consideram uma «urgência» a revisão do Plano Director Municipal (PDM), «não só porque a versão em vigor desde 2012 há muito ultrapassou o seu período de vigência, mas sobretudo porque hoje se revela desactualizado e prejudicial para o desenvolvimento urbanístico, económico, ambiental e social da cidade». Para o efeito, propuseram recentemente «linhas estratégicas» como «enfrentar a crise habitacional em Lisboa, integrando a sua abordagem no planeamento da cidade, através das deliberações da Carta Municipal de Habitação e a classificação e programação dos solos necessários aos seus objectivos».
Entretanto, na Assembleia Municipal de Lisboa de 17 de Dezembro, a Carta Municipal de Habitação foi viabilizada com os votos contra de BE, Livre, dois deputados independentes dos Cidadãos Por Lisboa (eleitos pela coligação PS/Livre), IL e Chega, a abstenção de PEV, PCP e PS, e os votos a favor de PSD, PAN, MPT, PPM, Aliança e CDS-PP. Comunistas e ecologistas justificaram o seu voto por o documento ficar muito aquém do nível de carência que a cidade manifesta.
Marvila
No dia 18 de Dezembro, João Ferreira, vereador do PCP na CML, juntou-se à luta dos moradores de Marvila que estiveram concentrados frente aos Paços do Concelho para denunciar vários problemas graves que exigem urgente resolução, como uma quantidade significativa de elevadores avariados ou infiltrações, que impossibilitam o direito a uma habitação digna para as populações. Dois dias antes, os moradores realizaram uma vigília junto ao Gabinete da Gebalis, no Bairro do Armador.