Cuba volta a derrotar na ONU imperialismo norte-americano

Foi uma vitória política e diplomática para Cuba: por 187 votos a favor, dois contra e uma abstenção, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou, pelo 32.º ano consecutivo, uma resolução que exige o fim do bloqueio comercial, financeiro e económico imposto pela Administração norte-americana contra Cuba.

Na Assembleia Geral da ONU, 187 países exigiram fim do bloqueio dos EUA contra Cuba e só dois votaram contra – os EUA e Israel

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou que o seu país voltou a derrotar o imperialismo norte-americano, referindo-se aos resultados da votação na Assembleia Geral da ONU de uma resolução contra o bloqueio imposto pelos EUA contra o seu país. O chefe do Estado cubano sublinhou que, apesar do amplo apoio obtido por Cuba, os EUA, prepotentes, certamente ignorarão a exigência mundial do fim do bloqueio, mas «a dignidade deste povo e a solidariedade universal voltaram a derrotá-los». Acrescentou que «o pequeno David voltou a vencer o gigante Golias».

À sua política de bloqueio contra o povo nobre e solidário de Cuba, realçou Díaz-Canel, o governo de Washington somou uma infâmia adicional: na votação, «fez-se acompanhar outra vez pelo voto negativo de Israel, o genocida de Gaza».

O primeiro-ministro cubano, Manuel Marrero, celebrou a contundente vitória de Cuba na Assembleia Geral das Nações Unidas e agradeceu o amplo apoio internacional. Assegurou que o seu país continuará a levantar a voz para exigir o fim do bloqueio e de todas as sanções ilegais impostas pela administração norte-americana.

Por sua parte, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Bruno Rodríguez, destacou que os EUA ficaram isolados uma vez mais «com esta esmagadora condenação para que ponham termo ao genocida e obsoleto bloqueio que tanto dano faz ao povo cubano».

É hora de corrigir «injustiça histórica»
A Assembleia Geral da ONU aprovou, no dia 30 de Outubro, com 187 votos a favor, dois votos contra e uma abstenção, a 32.ª resolução que, ano após ano, desde 1992, exige o cessar do bloqueio norte-americano contra Cuba. Os EUA e Israel votaram contra e a Moldávia absteve-se.

Nas últimas seis décadas, o bloqueio custou a Cuba mais de 160 mil milhões de dólares, dos quais mais de cinco mil milhões de dólares foram perdidos entre Março de 2023 e Fevereiro de 2024, atingindo quase todas as áreas, incluindo as de alimentos, medicamentos e energia.

Dezenas de representantes dos Estados membros da ONU e de organizações internacionais intervieram, na Assembleia Geral, no dia da votação e na véspera, a exigir o fim do criminoso bloqueio dos EUA contra o povo cubano e destacando os impactos provocados por esta política de asfixia comercial, financeira e económica.

Para a China, a aprovação da resolução pela Assembleia Geral da ONU demonstra «o firme apoio ao povo cubano na sua justa luta para salvaguardar a soberania e opor-se à ingerência externa e ao bloqueio». E mostra que as acções unilaterais e intimidatórias dos EUA, as quais violam gravemente os propósitos e princípios da Carta da ONU, são condenadas de forma esmagadora no plano internacional.

Para a Venezuela, o bloqueio é uma política anacrónica aplicada desde há mais de 60 anos. Esse cerco, pela sua extraterritorialidade, afecta todos os países ou entidades que mantenham de maneira legal e soberana relações económicas, comerciais ou financeiras com Cuba. «É hora de corrigir esta injustiça histórica e de pôr fim a um delírio imperial que impõe as suas leis nacionais a toda a comunidade internacional», vincou o representante venezuelano junto das Nações Unidas.

Exigência semelhante foi feita pela Rússia, que advertiu que o bloqueio limita os direitos de quase 200 Estados que desejam manter relações comerciais com Cuba e que impede a cooperação deste país com as instituições multilaterais e a sua plena participação nos fóruns internacionais e regionais.

 



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