Palestina e Líbano enfrentam brutal agressão israelita
Israel continua a massacrar o povo palestiniano, na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, e intensificou os ataques ao Líbano. Desde Outubro de 2023, calcula-se que a guerra genocida israelita tenha causado 150 mil mortos e feridos palestinianos.
Quase 150 mil mortos e feridos palestinianos em 13 meses de guerra genocida levada a cabo pelas forças israelitas
Lusa
Os intensos bombardeamentos israelitas contra a Faixa de Gaza – campos de refugiados, bairros residenciais, centros de saúde e outros alvos civis – continuam a provocar centenas de mortos e feridos palestinianos, muitos dos quais crianças. A 3 de Novembro, após 394 diasde guerra genocida contra o povo palestiniano, o número de vítimas aumentou para 43341 mortos e 102105 feridos.
O exército israelita assassinou todos os membros de 1206 famílias palestinianas na Faixa de Gaza, segundo as autoridades do território. Foram cometidos pelos militares de Telavive 3759 massacres e, entre os mais de 43 mil mortos, há 17289 crianças, das quais 171 bebés que nasceram e morreram durante a guerra.
Mais números da barbárie: cerca de 786 crianças menores de um ano, 11815 mulheres e 1047 membros do pessoal médico foram mortos vítimas de ataques israelitas, e outros 37 palestinianos morreram de fome. Foram recuperados os corpos de 520 pessoas de sete valas comuns dentro de hospitais. Dos mais dos 102 mil feridos, a maioria são crianças e mulheres. E 35055 crianças vivem agora sem os seus pais ou sem um deles.
Na Faixa de Gaza, há 3500 crianças que correm risco de morte por desnutrição e escassez de alimentos e 12500 pacientes de cancro que enfrentam a falta de tratamento. Necessitam de tratamento 71338 casos de infecções hepáticas epidémicas. No mesmo contexto, mais de um milhão de pessoas padecem de enfermidades infeciosas e 350 mil pacientes crónicos estão em risco porque as forças ocupantes impedem a entrada de medicamentos.
Por outro lado, as tropas israelitas destruíram completamente 128 escolas e universidades, enquanto 342 ficaram parcialmente danificadas. Além disso, 814 mesquitas, três igrejas e 150 mil habitações foram devastadas, enquanto 280 mil casas sofreram uma destruição parcial e 100 mil tendas de campanha desgastaram-se e são inúteis para os palestinianos deslocados.
Os palestinianos denunciam ainda que o ocupante lançou 85500 toneladas de explosivos sobre a Faixa de Gaza e destruiu total ou parcialmente 19 cemitérios e 34 hospitais, tendo ficado fora de serviço 80 centros de saúde.
Guerra à UNRWA
O parlamento israelita aprovou no dia 28 de Outubro uma lei que proíbe as actividades da Agência das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina (UNRWA) nos territórios ocupados, incluindo Jerusalém Oriental. A lei foi aprovada por 92 votos a favor e 10 contra e proíbe que a UNRWA tenha alguma representação, preste serviços ou realize actividade directa ou indirecta dentro do território ocupado por Israel.
A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) criticou a perseguição israelita contra a UNRWA e considerou a lei aprovada uma declaração de guerra contra essa agência da ONU. Numa declaração através da rádio Voz da Palestina, a OLP considerou que a aprovação da lei que proíbe o trabalho humanitário desse organismo vai repercutir-se negativamente em milhões de palestinianos na Faixa de Gaza e na Cisjordânia.
A implementação de tais leis levaria ao colapso do sistema de saúde, educação e socorro proporcionado aos refugiados palestinianos, denunciou a OLP. E apelou a que no plano internacionalcada um assuma as suas responsabilidades e proteja a agência como uma organização que opera ao abrigo de acordos e tratados internacionais, com o voto dos Estados membros das Nações Unidas.
Prisões na Cisjordânia
Militares israelitas detiveram nos últimos dias mais de 20 palestinianos na Cisjordânia, entre eles criança e várias pessoas que tinham sido postas em liberdade anteriormente, denunciaram num comunicado conjunto a Autoridade de Assuntos de Prisioneiros e a Associação do Prisioneiro Palestiniano.
As duas entidades explicaram que estas prisões tiveram lugar nas regiões de Hebron, Ramala, Naplusa, Qalqilya, Jericó e Belém.
Estes inaceitáveis actos foram acompanhados de ameaças contra os detidos e seus familiares, além de assaltos e danos nas suas casas.
De acordo com as autoridades palestinianas, o número de presos palestinianos, desde o agravamento da agressão do regime sionista de Israel, atinge mais de 11500 na Cisjordânia ocupada, incluindo Jerusalém Oriental. Estas estatísticas não incluem os presos palestinianos detidos na Faixa de Gaza, que se calcula serem milhares.
Resistência no Líbano
Solidárias com a resistência do povo palestiniano, em especial na Faixa de Gaza, e em defesa do seu país, as forças da resistência do Líbano continuam a ripostar aos ataques israelitas.
Foram noticiados pelo movimento político e militar Hezbollah lançamentos de mísseis contra concentrações de tropas israelitas no Norte de Israel.
Em resposta às agressões contra alvos civis no Líbano, forças do Hezbollah atacaram várias bases militares do exército israelita, incluindo a base de Eliakim, a Sul da cidade de Haifa, e a de Beit Lid. Foram também bombardeadas instalações da indústria militar israelita de Zofolon, em Haifa.
O crime de usurpação da terra palestiniana
O Conselho Nacional Palestiniano destacou no dia 2 de Novembro a causa e a luta justa do povo palestiniano e ratificou o seu direito histórico à sua terra e a defender-se por todos os meios garantidos pelas leis e convenções internacionais.
A posição foi expressa num comunicado emitido por ocasião do 107.º aniversário da chamada Declaração Balfour, que incluiu a promessa do então ministro dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, Arthur James Balfour, de oferecer aos judeus a terra da Palestina para estabelecer um Estado.
O Conselho Nacional Palestiniano responsabilizou o Reino Unido e outros países de estarempor detrás do que chamou o crime de usurpação da terra palestiniana e denunciou a Declaração Balfour e as suas consequências legais e morais até aos nossos dias. Exigiu desculpas e que se reconheça a responsabilidade por este crime histórico.
A nota sublinha a necessidade de frustrar todos os projectos coloniais de judaização e trabalhar seriamente para recuperar a unidade nacional sob a égide da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), o único representante legítimo do povo palestiniano.
Este aniversário coincide com a continuação do maior crime de genocídio contra os palestinianos, que até agora provocou a morte ou ferimentos a mais de 150 mil pessoas e a deslocação forçada de mais de dois milhões de pessoas, denunciou a OLP.