Avanços com a luta na Carris
Só depois de uma luta que teve pontos altos nas greves de 18 e 19 de Setembro e de 11 de Julho, sempre com níveis de adesão acima de 90 por cento, a administração da Carris abandonou as suas propostas que colocavam em causa os complementos de reforma e a assistência médica e medicamentosa.
A observação consta no comunicado que o Sindicato dos Transportes Rodoviários e Urbanos (STRUP) emitiu no dia 20, no qual registou igualmente que «começou a haver abertura do CA, não só na mesa negocial, onde estamos, para alguma evolução positiva», com posições que, em algumas matérias, «em vez de retirarem direitos, acrescentam».
Numa reunião realizada nessa sexta-feira, a administração «reafirmou que a integração dos trabalhadores da Carrisbus na Carris ocorrerá em Janeiro de 2025, sendo assumidos pela Carris todos os direitos». Esta foi uma das principais reivindicações da greve na Carrisbus, dia 19.
A proposta patronal sobre pagamento das deslocações «fica aquém» do que fora proposto pelo STRUP, mas o conselho de administração admitiu «haver margem para discussão».
«Isto demonstra bem que o envolvimento dos trabalhadores no processo de negociação gera soluções, que é preciso aprofundar», comentou o sindicato da FECTRANS/CGTP-IN.
No plenário realizado durante o primeiro dia de greve, com a participação do Secretário-Geral da CGTP-IN, Tiago Oliveira, foi decidido realizar vigílias, na Praça do Município, todos os dias, entre 7 e 11 de Outubro. Para 11 e 14 de Novembro, vão ser marcadas greves parciais, ficando um plenário geral agendado para dia 15.