Novo passe ferroviário é positivo, mas não chega

O PEV também reagiu, em nota de imprensa de dia 14, ao anúncio, por parte do primeiro-ministro, da criação de um novo passe ferroviário nacional.

Os ecologistas – que têm um vasto património de propostas apresentadas e de intervenção realizada pela valorização da ferrovia – saúdam a medida anunciada, mas não deixam de salientar que, «para que a medida seja verdadeiramente útil e eficaz, esta tem de ser acompanhada por outras medidas de investimento na ferrovia». «Mais comboios disponíveis, mais material circulante, mais trabalhadores, reabertura de linhas ferroviárias que foram encerradas e a garantia de intermodalidade com outros transportes públicos a partir das diferentes estações ferroviárias», indica o PEV.

«Apostar na ferrovia é determinante para combater as alterações climáticas, para garantir o direito à mobilidade dos cidadãos e para promover a coesão territorial», afirma o partido na nota. Já a possibilidade de se viajar de comboio pelo país a custos comportáveis também é positiva, mas é «determinante que simultaneamente se permita e se trabalhe para que a ferrovia dê a resposta que os cidadãos precisam para a sua mobilidade: rapidez, regularidade, conforto e segurança».

Para Os Verdes, também é fundamental que a rede ferroviária chegue a todas as capitais de distrito e a todas as zonas do País, onde, em muitos locais, ela existe, mas foi desactivada. «Esse investimento é uma prioridade a que o Governo tem de dar resposta», salientam.

De acordo com o anúncio realizado, o novo passe ferroviário nacional, com o custo de 20 euros, deverá permitir a todos os cidadãos viajar de comboio por todo o território nacional. De fora ficam os comboios Alfa Pendular.

Também a FECTRANS reagiu a esta questão (ver página 6).

 



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