Ecologistas pelo desarmamento
O Partido Ecologista «Os Verdes» (PEV) emitiu um comunicado no primeiro dia da cimeira da NATO, 9 de Julho, em que reafirma a defesa que sempre fez de «políticas para a paz, dentro e fora de portas», de canalização de investimentos para garantir a estabilidade, a cooperação, os direitos constitucionais e humanos. Rejeita, assim, políticas que sirvam «interesses belicistas e uma visão de sociedade que se muna de recursos e se afirme preparada para uma guerra, incapaz de se munir de alicerces fortes para um futuro de paz, progresso e prosperidade a que aspiramos».
Para o PEV, vive-se na Europa uma «profunda deriva ideológica» que recusa a definição de políticas com base em «pressupostos pacifistas e progressistas». Ao invés, desenha-se o conceito de Exército Europeu e o «projecto de criação da “União de Defesa” vai ganhando forma», visando acelerar a produção e aquisição de armamento.
Lembrando os compromissos assumidos pelos governos dos países membros da NATO visando o aumento dos gastos militares, «Os Verdes» acusam o actual Governo de ser um «forte aliado da militarização»: no programa eleitoral da AD (PSD/CDS) defendia-se a criação de um Conselho de Defesa e Segurança Europeu e a emissão de Defense Bonds, ou seja, do financiamento de investimentos no campo militar. Em recentes declarações, acrescentam, o ministro da Defesa Nacional encarou mesmo a guerra como uma «oportunidade de negócio, tendo defendido ipsis verbis que a indústria de defesa “pode ser lucrativa”».
Para o PEV, não pode haver ilusões: «os caminhos com os quais estão comprometidos são os belicistas e não caminhos de paz, estabilidade e solidariedade entre os povos.» Na Palestina e na Ucrânia o lucro «pesa mais do que as pessoas».