Lagos decide construir um Memorial aos Presos e Perseguidos Políticos
A Assembleia Municipal de Lagos aprovou recentemente, por maioria, com uma abstenção do Chega, uma proposta da CDU para a «Divulgação às futuras gerações dos combates pela liberdade, na resistência à ditadura e pela democracia».
A proposta surge na sequência de uma Resolução da Assembleia da República, com o mesmo nome, que prevê a «promoção e apoio, junto das autarquias, das organizações e instituições de carácter local e regional, de uma política de constituição de roteiros de âmbito local e regional como importante elemento constituinte da memória no plano local, que promova a investigação, o reconhecimento e a divulgação dos factos e protagonistas locais da resistência e dos combates cívicos pela liberdade e pelos direitos humanos».
Esta acção pode concretizar-se quer na toponímia, quer na referenciação de espaços e edifícios, em obras de arte, em espaços públicos, em publicações, em eventos e em actividades orientadas para as escolas. No ponto 8 refere-se que «devem igualmente ser apoiadas, nomeadamente em articulação com as autarquias locais e com a sociedade civil, nas suas variadas formas de organização, as iniciativas memorialísticas noutros locais do território nacional que exprimem a homenagem e o reconhecimento ao combate cívico e à resistência em prol da liberdade e da democracia».
Neste sentido, a Assembleia Municipal de Lagos deliberou a «construção de um Memorial aos Presos e Perseguidos Políticos do Concelho de Lagos, prestando homenagem às suas famílias, permitindo transmitir às novas gerações informações e melhor conhecimento sobre esse período da nossa História», a «edição de um livro referenciando aqueles que no concelho de Lagos contribuíram para o desgaste e derrube da ditadura fascista e aqueles que permitiram a construção e afirmação da democracia.