Combater injustiças e desigualdades só com mais força à CDU na Madeira
A poucos dias das eleições para a Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, a CDU insiste na urgência de dar um firme combate à corrupção e às desigualdades sociais, o que só será possível com o reforço da coligação PCP-PEV.
A Madeira é a região do País onde são mais agudas as desigualdades
As populações da Madeira e Porto Santo vão a votos no próximo domingo, 26, para decidir da composição do Parlamento Regional, oito meses após as últimas eleições. Face às investigações judiciais envolvendo membros do Governo Regional (incluindo o próprio presidente, Miguel Albuquerque) e ao continuado agravamento da situação social na região, o Presidente da República decidiu dissolver a Assembleia Legislativa da Região e convocar novas eleições.
A campanha da CDU, centrada no contacto directo com os trabalhadores e as populações, tem passado por todos os recantos das duas ilhas, sobretudo naqueles onde são mais graves os problemas laborais sociais e mais acentuadas as carências de infra-estruturas e serviços públicos. Como nas eleições anteriores, em que saiu reforçada, a coligação PCP-PEV dá particular atenção às zonas onde a luta se travou, sendo aí os seus candidatos e activistas recebidos como em suas casas, pois são sobejamente conhecidos.
De facto, a coligação PCP-PEV é a força agregadora e mobilizadora das lutas por salários e direitos, em defesa dos serviços públicos e do direito à habitação, pela construção de acessibilidades, pela criação de carreiras rodoviárias, pela reabilitação urbana, contra crimes económicos e ambientais. Manifestações, concentrações, petições, abaixo-assinados, promoção da participação popular em sessões de câmara e assembleia municipais são algumas das formas de ligação da CDU aos madeirenses e porto-santenses, sobretudo os mais desfavorecidos.
Problema da habitação agrava desigualdades
As desigualdades são tema central da intervenção da coligação PCP-PEV, pois é naquela região do País onde elas se fazem sentir de modo mais agudo. Ao mesmo tempo que crescem as grandes fortunas e medra a corrupção e a promiscuidade entre o sector público e grupos económicos, alarga-se a pobreza e a exclusão social. São cada vez menos as famílias com capacidade para comprarem ou alugarem uma casa no Funchal e noutras localidades, sendo empurradas para zonas cada vez mais periféricas.
Disso mesmo se falou nos bairros sociais por onde passou a CDU no dia 15, numa jornada dedicada ao problema da habitação. No Bairro de Santa Maria, no Funchal, foram colocadas placas nas habitações públicas que estão ao abandono, com a frase «aqui podia viver gente». Na ocasião, o candidato Edgar Silva considerou ser um «motivo de escândalo verificar tanta habitação pública fechada, quando tanta gente precisa urgentemente de um alojamento».
Para a CDU, acrescentou, a «urgência habitacional é uma prioridade, sem a qual, na Madeira e no Porto Santo, as desigualdades sociais continuarão a aumentar».
Transformar em votos o reconhecimento
Noutra iniciativa, Edgar Silva criticou os partidos que «agora falam da pobreza que cresceu» quando são os mais directos responsáveis pelas causas do problema: «Ou não foram eles, PS no governo da República, PSD e CDS no governo da Região, que desencadearam as medidas negativas geradoras do actual estado social desta Região, tão desigual e escandalosamente injusta?», questionou.
Para o candidato, as populações «bem sabem que é com a CDU que podem contar para este combate à injustiça e às desigualdades sociais». A mesma ideia foi retomada por Ricardo Lume numa iniciativa com activistas sindicais da região: «com um único deputado na Assembleia Regional a CDU foi a força política que mais propostas apresentou em defesa dos trabalhadores», sendo necessário agora «transformar o reconhecimento e prestígio da CDU junto dos trabalhadores em votos».
Na mesma ocasião, a mandatária Sílvia Vasconcelos salientou a necessidade de reforçar a CDU, a «única candidatura capaz de garantir a valorização do trabalho e dos trabalhadores e os direitos das populações».
A campanha da CDU fez-se e continuará a fazer-se de muitas iniciativas, centradas sobretudo no contacto directo com as populações.
Paulo Raimundo no Funchal
A CDU realizou, sábado, um jantar-comício no Funchal com a presença de mais de 200 apoiantes. Participaram Paulo Raimundo, Secretário-Geral do PCP, e Edgar Silva, primeiro candidato da coligação PCP-PEV às Eleições Legislativas Regionais do próximo domingo, 26.
Paulo Raimundo reforçou a postura firme e coerente da CDU, afirmando que «não traímos o voto e a confiança de quem vê na CDU uma força de palavra, de trabalho e de coerência». O dirigente comunista acrescentou ainda que a coligação «não tem duas caras, uma na campanha e outra fora dela. A CDU não trai o voto de quem o dá. Aqui estamos para garantir que podem contar com a CDU para defender os interesses do povo e dos trabalhadores».
Já Edgar Silva garantiu que as populações da Madeira e do Porto Santo reconhecem na CDU «a força da reivindicação». Agora, acrescentou, é preciso ter na CDU «a força da transformação e tal só é possível votando CDU e elegendo mais deputados da CDU nestas eleições».