Carta aberta pelo presente e o futuro do Ensino Superior
Anteontem, foi entregue uma carta aberta, subscrita por várias estruturas do Movimento Associativo, ao Ministro da Educação, Ciências e Inovação. O documento aponta as reivindicações dos estudantes, expressas na manifestação realizada a 21 de Março, dia em que mais de dois mil estudantes disseram bem alto que exigem um Ensino Superior de Abril.
Esta carta foi assinada pelas associações de estudantes da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, da Escola Superior de Teatro e Cinema, do Instituto Superior de Psicologia Aplicada, da Faculdade de Psicologia e Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, da
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, da Escola Superior de Artes e Design das Caldas de Rainha, da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, da Escola Nacional de Saúde Pública e da Escola de Enfermagem da Universidade Católica Portuguesa. O documento também foi subscrito pelas associações académicas da Universidade de Lisboa (AAUL) e da Universidade Lusófona Humanidades e Tecnologias.
Governo sem propostas
Sobre «a política que está vertida no programa» do Governo, as associações lamentam o facto de estar a ser «trilhado um caminho de privatização e mercantilização do Ensino Superior». «Além da ausência de um Ministério próprio, bem como de uma Secretaria de Estado, trata-se de um programa de Governo que, no que concerne ao Ensino Superior, não se refere à propina, ao termo “Acção Social Escolar”, não fala do Programa Nacional para o Alojamento no Ensino Superior (PNAES) e do seu cumprimento, que tem um pudor em utilizar o termo “público”», lamentam os estudantes.