Greve e manifestação mostram determinação na EDP
«Não vamos parar na nossa luta, enquanto a valorização das nossas carreiras profissionais não for uma realidade» foi a mensagem entregue ontem em mão, na sede da EDP, pelos trabalhadores, em greve.
Os 1300 milhões de euros de lucros não existem por passes de mágica
Com esta jornada de luta, que confluiu de todo o País para o Terreiro do Paço e, daqui, para a sede da EDP, na Avenida 24 de Julho (junto da qual umas dezenas de trabalhadores pernoitaram, em vigília), em dia de Assembleia Geral de accionistas, os trabalhadores foram dizer, à administração e aos que ali aprovaram receber dividendos milionários, que «os 1300 milhões de euros de lucros não existem por passes de mágica, são resultado do nosso esforço e dedicação».
Na Resolução, que aqui citamos, ficaram sintetizados os motivos de uma luta que vem desde Outubro do ano passado, pela valorização justa e sem discriminações das carreiras, nivelando pelas condições mais favoráveis aos trabalhadores. Desde 1 de Dezembro, decorre uma greve ao trabalho suplementar. A 24 de Janeiro, teve lugar uma concentração de centenas de trabalhadores junto da sede da empresa.
Os mais jovens quadros técnicos e superiores exigem «ser valorizados nas nossas carreiras profissionais e ter a esperança de que as nossas progressões, para atingir o topo das carreiras, se concretizam num tempo razoável da nossa vida activa». Os trabalhadores mais antigos querem «o reconhecimento de anos dados à empresa e chegar ao final da nossa vida activa de trabalho, valorizados profissionalmente».
«Não dá para esperar mais tempo, exigimos respostas às nossas exigências», sublinha-se no documento, assinalando que, se não fosse «a nossa unidade e o apoio de todas as estruturas sindicais na empresa», a administração «deixaria apodrecer um problema que apenas a nossa luta a obrigou a reconhecer que existe».
No protesto participaram, entre outros dirigentes sindicais, o coordenador da FIEQUIMETAL, Rogério Silva, e o Secretário-Geral da CGTP-IN, Tiago Oliveira.
Uma delegação do PCP, dirigida pelo Secretário-Geral, Paulo Raimundo, compareceu na concentração, para reafirmar a solidariedade e apoiar a justa luta dos trabalhadores das empresas do Grupo EDP.