Renegociação e plenários na Autoeuropa

Perante o resultado da votação de dias 2 e 3 de Abril, em que 58 por cento dos trabalhadores da VW Autoeuropa reprovaram a proposta de acordo sobre matérias reivindicativas, a Comissão Sindical do SITE Sul na empresa defendeu que a administração «deve tirar as suas ilações e voltar à mesa negocial», para «corresponder, de forma célere, às justas reivindicações».

Num comunicado, de dia 4, o sindicato da FIEQUIMETAL/CGTP-IN assinalou que este resultado veio confirmar o que fora manifestado em plenários, a 12 e 13 de Março (levando então ao adiamento do referendo) e defendido pelo SITE Sul. Foi rejeitada a ideia de um acordo para vigorar três anos e foram considerados insuficientes os valores para aumentos salariais. Mas «o resultado da votação é também indissociável da intensificação dos ritmos de trabalho, da falta de trabalhadores nas linhas, da degradação das condições de trabalho e da intensificação da exploração».

Esta segunda-feira, dia 8, a Comissão Sindical defendeu que «é necessária a insubstituível discussão colectiva, na forma de plenários». Para formalizar a convocação, há disponibilidade para esta ser feita pelo SITE Sul, o que foi comunicado à Comissão de Trabalhadores, «num caminho de unidade e de maior envolvimento dos trabalhadores na discussão de matérias que são do seu principal interesse».

 



Mais artigos de: Trabalhadores

Garantida luta forte pela Saúde e por Abril

«Comemorar o Dia Mundial da Saúde é indissociável de comemorar o Serviço Nacional de Saúde», realçou o coordenador da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, no dia 5, em Lisboa.

Por outro rumo na Efacec

É necessário parar os despedimentos e o processo de desmantelamento da Efacec, que o fundo alemão Mutares está a promover, desde que recebeu de mão beijada aquele importante grupo industrial, sediado na Maia, e devem ser devidamente aproveitados o grande prestígio granjeado e a mão-de-obra...

Auto-Sueco pode e deve pagar mais

A Auto-Sueco diz que o ano de 2023 foi dos melhores, em resultados, após «vários anos em que a acumulação de lucros é cada vez maior», mas os trabalhadores enfrentam «o brutal aumento do custo de vida» e a empresa nem sequer cumpriu os «muito insuficientes 4 por cento de aumentos salariais»...