PCP em Cuba participa em encontro internacional
Com mais de 150 participantes de 37 países, realizou-se em Havana, entre 12 e 14 de Fevereiro, o II Encontro de Publicações Teóricas de Partidos e Movimentos de Esquerda, organizado pela revista Cuba Socialista, órgão teórico e político do Partido Comunista de Cuba.
O II Encontro de Publicações Teóricas de Partidos e Movimentos de Esquerda teve lugar em Havana
Nos diversos painéis, foi sublinhada a importância da cooperação entre as publicações teóricas das forças políticas presentes, nomeadamente quanto à partilha de conteúdos relacionados com a teoria e a prática revolucionárias, aos desafios impostos pela guerra mediática do imperialismo, à possibilidade de acções editoriais conjuntas em defesa da memória histórica, da soberania nacional e da justiça social, no confronto com o colonialismo cultural ou no combate às forças fascistas ou fascizantes, particularmente junto das jovens gerações.
O Encontro adoptou uma Declaração de solidariedade com o povo da Palestina, que condena as claras violações do direito internacional cometidas por Israel na Faixa de Gaza, rejeita o genocídio e as deslocações forçadas a que a população palestiniana está sujeita e denuncia a responsabilidade e cumplicidade do imperialismo norte-americano na repetida obstrução de um cessar-fogo imediato e permanente.
Durante os debates, realizados no Palácio das Convenções, estiveram presentes Miguel Díaz-Canel, Primeiro Secretário do Partido Comunista de Cuba e Presidente da República, e outros altos responsáveis cubanos. Na sua intervenção, Miguel Díaz-Canel, reconhecendo o importante papel de Cuba no combate ao imperialismo norte-americano, exortou os participantes a encontrar caminhos de unidade e cooperação.
Rui Mota, das Edições Avante!, participou neste Encontro em representação do PCP. Aí expressou a solidariedade do Partido Comunista Português ao Partido Comunista de Cuba, e por seu intermédio, ao povo cubano e à Revolução cubana, fonte de inspiração e confiança na resistência e luta dos povos do mundo frente ao imperialismo e em defesa dos seus direitos e soberania.
Destacou igualmente a importância das comemorações dos 50 anos da Revolução de Abril, que, ao pôr fim a 48 anos de ditadura fascista e a 13 anos de guerra colonial, ao devolver a liberdade e a paz, ao empreender profundas transformações revolucionárias e conquistas democráticas, constitui uma realização do povo português que igualmente se inscreve no caminho da conquista da emancipação, da paz e cooperação entre os povos do mundo.