A História os julgará! A todos!
Os EUA e a Grã-Bretanha prosseguem os bombardeamentos no Iémen, um dos países mais pobres do Mundo, devastado por uma guerra de quase dez anos, decidida, financiada e armada pelos EUA, Grã-Bretanha e França e que provocou uma terrível crise humanitária que afectou e afecta quase 20 milhões de pessoas. As potências imperialistas que há décadas levam a cabo guerras, ingerências e agressões no Médio Oriente, violando sistematicamente o direito internacional, invocam agora a defesa do «direito internacional» e do «comércio internacional» para bombardear mais uma vez o martirizado país do Sul da península arábica.
O «crime» pelo qual os Houtis e o povo iemenita estão a ser castigados é o de afirmarem na prática a sua solidariedade com o povo palestiniano, vítima de um genocídio em curso que em pouco mais de três meses já provocou mais de 26 mil mortos e cerca de 70 mil feridos.
Os Houtis não podiam ser mais claros: pare-se com os bombardeamentos em Gaza e com a chacina do povo palestiniano, haja um cessar-fogo e os barcos com destino a Israel deixarão de ser alvos e poderão circular livremente pelo Mar Vermelho. Qual a resposta dos EUA, Grã-Bretanha, França, entre outros membros e aliados da NATO? Bombardear o Iémen por várias vezes, sabendo bem das consequências de tal acto.
Entretanto, a decrépita e obediente União Europeia decide enviar uma «missão para o Mar Vermelho», que mais não é que uma participação directa na escalada militar. Portugal, numa decisão contrária aos princípios constitucionais, ao sentimento popular de defesa da paz no Médio Oriente e dos direitos do povo palestiniano, e aos interesses de Portugal no Mundo, atrela-se a esta escalada.
Pode-se dizer mil palavras, emitir mil comunicados, levar a hipocrisia à sua máxima expressão, mas há uma verdade que eles não conseguirão apagar: atacar o Iémen, provocar o Irão e enviar ainda mais meios militares para o Mar Vermelho é nada mais nada menos do que um apoio político, militar e económico, explícito, a Israel, para que este continue impunemente o genocídio mais sangrento da História recente e a brutal violação dos mais elementares direitos humanos e do direito internacional.
A História os julgará! A todos!