Greve nas cantinas escolares do Porto

No dia 14 estiveram encerradas 30 cantinas escolares do concelho do Porto e não foram servidos 3300 almoços e 4000 lanches, informou o Sindicato da Hotelaria do Norte, prevendo que, no dia seguinte, «a situação vai ser igual, devido à adesão à greve», o que se confirmou.

A luta abrangeu os trabalhadores da Eurest, com a categoria profissional de motorista, a trabalhar nas cantinas escolares do Porto, que assim protestaram contra a retirada de direitos e a discriminação e em defesa dos seus direitos legítimos.

Como referiu o sindicato da FESAHT/CGTP-IN, aqueles trabalhadores «sempre levaram para casa as carrinhas com que transportam as refeições de umas escolas para outras, mas a Eurest retirou esse direito». Contudo, manteve esse mesmo direito «noutros concelhos, como é o caso de Gondomar, e mesmo numa escola do Porto».

No primeiro dia, juntaram-se à greve outros trabalhadores da Eurest, que também laboram nas cantinas escolares do município do Porto, a quem a concessionária ainda não pagou o subsídio de férias.

Na nota sindical explica-se que são «trabalhadores que a multinacional Eurest despediu duas vezes, este ano, mas que acabou por reintegrar como efectivos, por força da luta realizada pelos mesmos, com o apoio do sindicato».

A Eurest recusou o diálogo com os representantes dos trabalhadores, a ACT não deu andamento à queixa apresentada e a Câmara Municipal do Porto não obrigou a concessionária a regularizar as situações denunciadas.

O sindicato pediu uma reunião ao Ministério do Trabalho, que está marcada para 4 de Janeiro.

 



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