Distrito de Braga ficará a ganhar com eleitos da CDU
Animados e confiantes para a batalha eleitoral que se avizinha, foi assim que se mostraram os muitos militantes, amigos e apoiantes do PCP e da CDU que participaram, no dia 16, no jantar de fim ano da Organização Regional de Braga do Partido. Foi na Cantina da AGERE que Paulo Raimundo enfatizou a necessidade de se alterar o rumo do País já no próximo dia 10 de Março.
«No PCP e na CDU sabemos que esquerda é pelo que faz e não pelo que proclama»
«Aqui estamos, desta forma determinada e confiante para enfrentar com a alegria que nos caracteriza os desafios que temos pela frente, aproveitando todas as oportunidades que se abrem para intervir e conquistar a vida melhor a que todos temos direito», começou logo por dizer Paulo Raimundo, Secretário-Geral do PCP.
«Aí está uma dessas oportunidades com as eleições a 10 de Março», continuou, «uma oportunidade que está aberta aos trabalhadores e ao povo, uma oportunidade que é tão importante que já aí estão os do costume a tentar abrir caminho à mentira, à mistificação e às ilusões, aí estão as armadilhas». O dirigente referia-se a operações como a «chuva de promessas» que, em período de eleições, começa a cair de todos os lados ou às sondagens, que, ainda em Setembro, falharam redondamente sobre os resultados da CDU nas eleições para a Assembleia Legislativa da Madeira.
Promessas do PS são nova armadilha
No entanto, de acordo com Paulo Raimundo, é do PS que provém uma das principais armadilhas. Partido «que fala agora de um novo ciclo, multiplicando promessas atrás de promessas e dizendo que agora é que vai ser». Ora, para o Secretário-Geral, «não vale a pena [o PS] tentar recuperar a estratégia batida da vitimização, da chantagem e da ilusão», pois apesar de ter funcionado há dois anos, «agora já não pega». «Não contem com o PCP para alimentar ilusões», assegurou, «o PS é só um, com as suas proclamações por um lado e a sua prática por outro».
Para a descredibilização do PS muito ajudaram os últimos dois anos de maioria absoluta em que «não só não se resolveu os problemas como fez mãos largas para os grupos económicos». E sobre isso, «os que se sentem justamente desiludidos e traídos vão dar um sinal claro», antecipou, «não voltarão a cair na conversa do PS e darão o seu apoio e voto à CDU». «Vão fazê-lo porque sabem por experiência própria que é na CDU que está a garantia de quem nunca faltou nem falta para apoiar tudo o que for positivo e dar combate a tudo o que seja negativo, venha de onde vier», explicou.
Contas certas da direita desiludem população
Para o Secretário-Geral as «contas certas de PS, PSD, CDS, Chega, IL e da União Europeia, contas certas sempre com os mesmos, que aumentam injustiças, desigualdades, empobrecimento, baixos salários e pensões, essas contas certas que todos os dias enfraquecem o SNS, a escola pública e os serviços públicos», comprovam bem que estes partidos «podem pintar-se como quiserem que a verdade é que PS, com a política pela qual optou, tirou o tapete ao PSD, CDS, Chega e IL», o que explica as «indisfarçáveis dificuldades destes em fazer oposição à política do Governo».
Eleger por Braga é essencial
Antes de Paulo Raimundo interveio Sandra Cardoso, a primeira candidata da lista da CDU pelo círculo eleitoral de Braga, anunciada na semana passada.
Partindo da análise da situação social do distrito, a candidata vincou a necessidade do distrito de Braga voltar a ter deputados que defendam os interesses dos trabalhadores e do povo, pois não é com a eleição de deputados do PS, PSD, Chega e IL que se combatem as políticas de direita que levaram o País ao estado em que está. «O distrito de Braga ficará a ganhar com a eleição de deputados da CDU», salientou.
Exemplificando a incoerência entre promessas e práticas, Sandra Cardoso recordou as votações do Orçamento do Estado para 2024, onde a maioria do PS impediu a aprovação de propostas do PCP que teriam grande impacto na região, como a construção da nova ala cirúrgica no Hospital de Braga, a construção do novo Hospital de Barcelos, a ligação ferroviária directa entre Braga e Guimarães, a conclusão da Variantes do Cávado ou a Barra de Esposende.
Na apresentação do momento político da noite, Inês Rodrigues, do Secretariado da JCP, enquadrou a intensa actividade da juventude comunista e do PCP na luta dos trabalhadores e da juventude.