Agrava-se a situação dos pequenos e médios produtores durienses

A campanha de 2023 na Região Demarcada do Douro ficou marcada pela diminuição da quantidade permitida de vinho beneficiado, pelos acrescidos custos de produção e os baixos preços pagos aos pequenos e médios produtores.

Acção concertada do grande agronegócio

Este ano assistiu-se também ao sobressalto e incerteza na hora de entregar as uvas. O alerta é da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e da Associação dos Viticultores da Agricultura Familiar Douriense (AVADOURIENSE) que, em comunicado conjunto de 23 de Novembro, lembram que, «uma vez mais, para muitos produtores, a tábua de salvação foram as adegas cooperativas, que receberam muito mais uva do que em anos anteriores, ficando no limite das suas capacidades». «Um contexto agravado por uma acção concertada do grande agronegócio da região, no sentido de se caminhar para a liberalização da produção do vinho licoroso, o que seria a ruína de muitos produtores do Douro», advertem, criticando o «silêncio» e a «inacção» de um Governo «apostado numa política de destruição da pequena e média agricultura e de favorecimento do grande agronegócio».

Devolver a Casa do Douro aos produtores
Se, no imediato, parte do problema de excesso de vinho armazenado no Douro poderá ser mitigado por um apoio extraordinário à destilação, para a CNA e a AVADOURIENSE a «solução» para o avolumar dos problemas dos pequenos e médios produtores da Região Demarcada do Douro passa por lhes devolver a Casa do Douro «o quanto antes, constituída como um organismo com poderes públicos, geridos pelos próprios produtores, que responda ao contexto único da Região, nos planos social, produtivo e histórico».

«A reconstituição da Casa do Douro, a devolução do património aos vitivinicultores e a concretização, há muito reclamada, de eleição para a Casa do Douro são passos fundamentais para defender os interesses de milhares de pequenos e médios vitivinicultores durienses, incompatíveis com os interesses do agronegócio, aos quais o nome da Casa do Douro foi entregue, e que mais não tem feito do que esvaziá-la de condições para retomar o seu papel», afirmam as organizações.

 

Danos provocados por animais selvagens

A CNA e a AVADOURIENSE alertam para os prejuízos provocados por animais selvagens no Douro, à semelhança do que acontece noutras regiões do País. Exigem por isso que o Governo garanta a atribuição de indemnizações aos lesados, de forma expedita e desburocratizada, a partir de levantamento de prejuízos, e assegure o controlo da densidade das populações destes animais selvagens, bem como o controlo do seu estado sanitário.

 



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