Acções pela paz no Médio Oriente
Hoje, quinta-feira, realiza-se uma intervenção artística (pintura colectiva de pano, aberta a todos), às 15h30, em Coimbra, na Praça 8 de Maio, e uma concentração em Beja, às 18h00, nas Portas de Mértola, em solidariedade com o povo palestiniano.
Exige-se o fim do massacre do povo palestiniano
A acção em Coimbra é promovida pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), o Movimento de Defesa dos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente (MPPM), a União dos Sindicatos de Coimbra/CGTP-IN, o Movimento Democrático de Mulheres (MDM), o Projecto Ruído – Associação Juvenil e a União dos Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP).
Neste concelho, dia 21 de Novembro, estas organizações promovem um desfile em cordão Humano, intitulado «Abraço pela paz na Palestina», da Praça da Portagem até à Praça 8 de Maio, onde terá lugar um acto poético. Desta forma, pretende-se apelar «ao fim da brutal agressão de Israel, com o apoio dos EUA e submissão da União Europeia, contra a população palestiniana da Faixa de Gaza e Cisjordânia, que já provocou muitos milhares de mortos e feridos, dos quais mais de metade são crianças e mulheres».
Respeito pelo direito internacional
Amanhã, 17, têm lugar concentrações na Covilhã, às 17h00, na Praça do Município, junto ao Pelourinho, e em Guimarães, às 18h00, no Largo da Oliveira. Iniciativas semelhantes ocorreram ontem, 15, em Almada, Baixa da Banheira, Montijo e Setúbal.
No passado dia 8, mais de duas centenas de pessoas juntaram-se em Faro, numa iniciativa, apresentada por Emmanuel Luz, do Sindicato dos Professores da Zona Sul, que contou com as intervenções de Catarina Marques, coordenadora da União dos Sindicatos do Algarve/CGTP-IN, de Sofia Costa, da Direcção Nacional do CPPC, e de José Oliveira, da Direcção do MPPM. Dulce Vilhena fez a leitura de poemas de autores palestinos e Luís Galrito e António Hilário proporcionaram um momento musical.
No mesmo dia, 8, a concentração realizada em Santarém, junto ao Wshopping, contou com a presença da Direcção da Organização Regional de Santarém do PCP, que reafirmou o seu compromisso de «tudo fazer para que se tomem medidas para parar a guerra, estabelecer um cessar-fogo imediato e, finalmente, concretizar a criação de um Estado palestiniano após 75 anos de espera».
Também em Portalegre, no dia 3 de Novembro, manifestou-se solidariedade com o povo palestiniano.
AEFCSH lança apelo aos estudantes
A Associação de Estudantes (AE) da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH) lançou, no passado dia 9, o apelo «Os estudantes querem a paz! Paz no Médio Oriente! Palestina Independente!», junto do movimento associativo estudantil.
«Aquilo pelo que lutamos para os estudantes em Portugal – o direito a todos à Educação – é o mesmo que desejamos para as crianças e os jovens na Palestina e em todo o mundo», refere o documento, onde se afirma que a paz «só será possível com o reconhecimento dos direitos nacionais para o povo palestiniano, o respeito pelo direito internacional e pelo direito à autodeterminação dos povos, bem como a concretização de uma solução política através do cumprimento das resoluções da ONU e, no imediato, com o cessar-fogo». «Tudo isto será tão mais possível, quantos mais formos nesta luta pela paz», reforça-se no apelo.
Para o dia 22 de Novembro, às 15h00, está agendado um debate na FCSH para debater a situação na Palestina.
«Quem sofre é o povo»
O Conselho Nacional da Juventude (CNJ) emitiu uma declaração onde expressa o seu «profundo pesar» pela perda de milhares de vidas civis, «vítimas da escalada da violência na região, abrangendo não apenas os palestinianos, mas também libaneses, sírios, egípcios, jordanos e israelitas». «Essas tragédias, decorrentes de 75 anos de negação dos direitos do povo palestiniano, destacam a urgência de acções concretas e responsáveis para alcançar a paz», apela o CNJ, frisando: «Como em todas as guerras quem sofre é o povo, com particular destaque para as milhares de crianças palestinianas mortas pelos sucessivos bombardeamentos à Faixa de Gaza, a edifícios civis, hospitais, escolas e até mesmo o próprio edifício da ONU».
«Resistir para existir»
No dia 2 de Novembro, o Núcleo de Lisboa da Frente Anti-Racista (FAR) organizou o debate «Resistir para existir: colonialismo, racismo e o apartheid israelita», onde se conheceu, analisou e discutiu sobre a história da Palestina, a formação do Estado de Israel e as suas características colonialistas. Na mesa estiveram Carlos Almeida, Dima Mohammed e Flávio Almada.
Solidariedade em todo o País
Instituído pelas Nações Unidas, o Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestiniano, 29 de Novembro, é assinalado pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação, Movimento de Defesa dos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente, CGTP-IN e Projecto Ruído – Associação Juvenil com um conjunto de acções que serão desenvolvidas em todo o País, durante uma semana de solidariedade.
Marcada está já uma manifestação no Porto, no diadia 26 de Novembro, às 15h30, entre a Praceta da Palestina e a Praça D. João I. Três dias depois, 29 de Novembro, em Lisboa, tem lugar uma concentraçãona Praça Martim Moniz, às 18h00.